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Auxiliar técnico da Nigéria é gravado recebendo propina

24/07/2018 10h50

Abuja, 24 jul (EFE).- A versão africana da emissora "BBC" publicou nesta terça-feira gravações que mostram o auxiliar técnico da seleção da Nigéria, Salisu Yusuf, aceitando propina para incluir dois jogadores na convocação para um campeonato disputado no início deste ano.

As imagens do vídeo mostram Yusuf, em setembro de 2017, aceitando US$ 1 mil das mãos de dois jornalistas anônimos que se fizeram passar por agentes de jogadores.

Os dois falsos empresários também prometeram ao auxiliar 15% dos contratos que conseguissem com os dois jogadores, cujas identidades foram mantidas em sigilo. O acordo era para que eles fossem incluídos na lista dos que participariam do Campeonato das Nações Africanas (CHAN), competição continental restrita aos atletas que jogam nas ligas dos seus respectivos países.

Segundo informações da imprensa local, Yusuf recebe um salário mensal de US$ 8.330 e, além de comandar as 'Super Águias' na CHAN, está designado para ser o comandante do time nos Jogos Olímpicos de 2020, que serão disputados em Tóquio.

Em comunicado enviado à "BBC", o auxiliar de 56 anos, que é um dos treinadores mais conhecidos do país, negou que tenha cometido qualquer ato ilícito e afirmou que não se comprometeu a selecionar nenhum jogador diretamente. Ele completou que o valor recebido foi de US$ 750 e que viu o dinheiro como "um valor simbólico e trivial", que não infringe a legislação da Fifa.

A gravação é parte de um trabalho de investigação realizado pelo jornalista ganês Anas Aremeyaw Anas, o "Tiger Eye" ("Olho de Tigre", em livre tradução) sobre a corrupção no futebol africano, que já causou a dissolução da Associação de Futebol de Gana (GFA) e provocou a saída do presidente da entidade, Kwesi Nyantakyi, dos seus cargos na Fifa e na Confederação Africana de Futebol (CAF), da qual era vice-presidente.

Outro dos casos famosos derivados dessa investigação foi a exclusão do árbitro queniano Aden Marwa Range da lista da Copa do Mundo após ser flagrado aceitando propina no valor de US$ 600 para influenciar no resultado de uma partida internacional.

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