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Mesmo sem jogar bem, PSG empata com o Valencia e se classifica

Maquete mostra como ficará o Maracanã após a reforma para a Copa de 2014 - Divulgação
Maquete mostra como ficará o Maracanã após a reforma para a Copa de 2014 Imagem: Divulgação

06/03/2012 20h34

Paris, 6 mar (EFE).- Em um dos jogos menos empolgantes da atual edição da Liga dos Campeões até agora, o Paris Saint-Germain viu sua vaga nas quartas de final ameaçada, mas segurou o empate em 1 a 1 com o Valencia no estádio Parc des Princes e se manteve vivo na luta pelo título continental.

O time francês se beneficiou da vitória por 2 a 1 obtida na partida de ida, no dia 12 de fevereiro, na Espanha, e agora aguarda o sorteio do próximo dia 15 para conhecer o próximo adversário na 'Champions'.

Numa partida em que os goleiros foram espectadores de luxo na maior parte do tempo, a ameaça à vaga do PSG esteve mais no placar que na prática, já que o Valencia pouco ameaçou e não fez por merecer o segundo, que provocaria a realização de prorrogação.

Os gols em Paris foram marcados no segundo tempo. Jonas aproveitou uma falha da zaga francesa nos minutos iniciais para fazer 1 a 0 para o time visitante. Minutos depois, foi a vez de a defesa espanhola vacilar e permitir que Lavezzi empatasse.

O técnico Carlo Ancelotti tinha uma dúvida em cada setor para escalar o time. No ataque, com a suspensão de Ibrahimovic, Thiago Motta começou jogando e Pastore atuou mais adiantado. Chantôme ficou com a vaga de Verratti entre os volantes, e Thiago Silva voltou após quase dois meses se recuperando de uma lesão na coxa esquerda, formando dupla brasileira com Alex.

O treinador italiano, aliás, utilizou todos os atletas do elenco nascidos no Brasil. Além dos três já citados, o lateral Maxwell e o meia-atacante Lucas estiveram em campo desde o início.

No Valencia, Ernesto Valverde se viu obrigado a utilizar uma dupla de zagueiros que só jogaram juntos uma vez, no último fim de semana, formada por Víctor Ruiz e Mathieu. Isso porque os donos da posição, Ricardo Costa e Rami, estão machucados.

Entre os brasileiros, o goleiro Diego Alves, que faz parte de um rodízio com Guaita, foi reserva, enquanto Jonas foi titular do ataque ao lado de Soldado.

A partida foi amarrada desde o começo, com muitos jogadores no meio de campo, o que dificultava a criação de lances de perigo. Uma alternativa era partir para a jogada individual, como fez Lucas, aos 12 minutos. O brasileiro cortou da esquerda para o meio, deixou dois marcadores na saudade, mas foi travado por Mathieu.

Três minutos depois, enfim, aconteceu a primeira finalização de perigo. Soldado avançou em velocidade pelo meio e bateu forte para defesa em dois tempos de Sirigu.

Os principais jogadores em campo estiveram apagados. Soldado estava bem marcado pela defesa francesa, enquanto Lucas, Pastore e Lavezzi se mostravam pouco inspirados.

O Valencia tinha maior posse de bola, mas ia pouco à área adversária. Em uma das poucas vezes em que voltou a ter liberdade, aos 32, Soldado desceu pela direita e cruzou para a chegada de Jonas, que arrematou para fora. O próprio Jonas incomodou mais uma vez aos 44, arriscando de longe, mas Sirigu espalmou para escanteio.

O intervalo não serviu para esquentar o jogo. A pasmaceira era tanta que o PSG resolveu trocar passes no campo de defesa e foi surpreendida, aos nove minutos. Matuidi foi desarmado e a bola sobrou para Jonas, que encheu o pé e acertou o canto direito. Foi o quarto gol marcado pelo camisa 7 nos últimos três jogos.

O gol obrigou Ancelotti a mexer na equipe. O treinador italiano colocou o PSG com a formação que era esperada com a inicial, substituindo Thiago Motta por Gameiro. Mas a substituição e nem mesmo a movimentação do placar fizeram com que as equipes deixassem de priorizar a marcação.

Assim, o empate, ocorrido aos 21, saiu da única maneira que poderia sair, com uma falha individual. Parejo deu de canela na defesa e deu a bola nos pés de Gameiro, que adiantou para Lavezzi. O argentino saiu na cara do gol e chutou em cima de Guaita na primeira, mas empatou no rebote.

O lance ligou os donos da casa, que pressionaram por alguns instantes na sequência. Mas esse momento de empolgação durou pouco e teve apenas uma jogada de perigo, aos 28 minutos, quando Chantôme finalizou de longe e exigiu boa intervenção de Guaita.

A partir daí, o Valencia teve amplo controle das ações, enquanto os franceses passaram a apostar nos contra-ataques. Tentando frear o ímpeto do adversário, Ancelotti sacou Lucas e colocou mais um zagueiro em campo: Sakho. Já Valverde tirou Jonas, um dos melhores em campo, substituindo-o por Valdez, que pouco fez.

O tão esperado abafa da equipe espanhola não aconteceu, e quem mais se aproximou do segundo gol foi o PSG. Aos 45, Pastore tentou duas vezes da entrada da área e parou na marcação. Na sobra, Maxwell levantou e Gameiro pegou bonito de primeira, mas em posição irregular.

Ficha técnica:.

Paris Saint-Germain: Sirigu; Jallet (Van der Wiel), Alex, Thiago Silva e Maxwell; Matuidi, Chantôme, Thiago Motta (Gameiro), Lucas (Sakho) e Pastore; Lavezzi. Técnico: Carlo Ancelotti.

Valencia: Guaita; Barragán, Víctor Ruiz, Mathieu e Cissokho; Albelda (Banega), Parejo, Feghouli (Piatti) e Tino Costa; Jonas (Valdez) e Soldado. Técnico: Ernesto Valverde.

Árbitro: Milorad Mazic (Sérvia), auxiliado pelos compatriotas Milovan Ristic e Igor Radojcic.

Cartões amarelos: Lavezzi (PSG); Albelda, Víctor Ruiz, Soldado, Parejo e Banega (Valencia).

Gols: Lavezzi (PSG); Jonas (Valencia).

Estádio: Parc des Princes, em Paris (França).

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