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Jéssica 'Bate-Estaca' analisa duelo contra Namajunas pelo cinturão do UFC

Gaspar Bruno, no Rio de Janeiro (RJ)

Ag. Fight

30/01/2019 11h14

Jéssica 'Bate-Estaca' fará a luta mais importante de sua carreira contra a atual campeã dos pesos-palhas (52 kg), Rose Namajunas, pelo cinturão da categoria, no UFC 237, que vai acontecer no dia 11 de maio. No entanto, em seu caminho está um desafio e tanto. 'Thug', como é conhecida, vem embalada por três vitórias para manter seu reinado na divisão mais leve do Ultimate.

Em entrevista exclusiva à equipe de reportagem da Ag Fight, Jéssica ressaltou que a principal preocupação para o combate é a maior envergadura de sua adversária - 8 cm separam o alcance da brasileira e da americana. 'Bate-Estaca', inclusive, comparou a situação de desvantagem de estatura com a de quando enfrentou Joanna Jedrzejczyk, sua última algoz, em 2017.

"Para essa luta, o treinamento é o seguinte: como ela tem uma envergadura maior que a minha, é tentar encurtar e, se ela parar para trocar como fez com a Joanna, aí é colocar meu jogo em prática, minha agressividade, porque na curta (distância) sou mais forte. Acredito que se não der certo em pé, vou levar para o chão, trabalhar o ground-and-pound, que vai funcionar também e dar certo. Então tudo que eu puder fazer para vencer a luta o mais rápido (possível) eu vou tentar, mas acho que o quesito maior é esse: trabalhar bem as esquivas e conseguir entrar bem na envergadura dela para encaixar bons golpes", afirmou a paranaense, antes de comparar Rose com Joanna.

"Acho que cada luta é uma luta, e a Rose com certeza tem os pontos altos e os pontos fracos dela. Ela tem uma envergadura maior que a minha. Tive problemas com a Joanna, por ela ter uma envergadura maior e ter um estilo de luta diferente, de caminhar, se movimentar. A Rose faz isso também, mas ela até 'planta' mais um pouco que a Joanna. A Joanna caminhou bem mais que ela. Então cada luta é uma luta diferente, estou indo esperando tudo. E por mais que todo mundo diga que eu sou a favorita e ela é a 'zebra', eu prefiro que seja o contrário, porque consigo me preparar psicologicamente bem melhor, para conseguir fazer uma luta diferente. Sempre gostei de ser a 'zebra' e acho que vai continuar sendo assim, mesmo com todos falando que sou a favorita", completou a peso-palha do Brasil.

Apesar da diferença de estatura entre as atletas, Jessica não parece estar preocupada com isso. A brasileira está focada em suas habilidades, que, de acordo com ela própria, são capazes de surpreender a campeã em qualquer área do jogo. E embora prefira lutar sem pressão, Bate-Estaca demonstrou a confiança de uma legítima favorita para o combate pelo título.

"Por mais que a Rose tenha uma envergadura maior que a minha, acredito que consiga achar meu espaço ali, e que, na trocação, me saia muito bem. Tenho um chão muito bom também, sou muito forte, então dá para fazer essa diferença. E com certeza acho que se eu colocar meu jogo agressivo, de ir o tempo todo para cima, eu tenho essa chance de nocautear. Até mesmo pressionando na grade eu sou muito forte, então dá para minar o gás e tentar uma finalização. Então é só aguardar. Mas cada luta é uma luta, acredito que ela vai se preparar para tudo isso que estou treinando e vamos dar o nosso melhor para eu sair de lá campeã", disse Jessica, em conversa com a Ag Fight.

'Bate-Estaca' pretende coroar a melhor fase de sua carreira com a conquista do cinturão em casa. A atleta da equipe PRVT vem de três vitórias seguidas - a última delas um nocaute fulminante diante de Karolina Kowalkiewicz, última lutadora que superou Namajunas no UFC. Caso saia vitoriosa no dia 11 de maio, Jéssica vai se tornar a primeira brasileira da história campeã dos pesos-palhas no Ultimate.

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