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Funcionário do UFC defende inocência de Jon Jones: "Seria punir duas vezes pelo mesmo erro"

Diego Ribas, em Inglewood (EUA)

Ag. Fight

29/12/2018 15h09

Jeff Novitzky, vice-presidente de saúde e performance do UFC, revelou nessa quinta-feira (27), que além do teste positivo de doping em dezembro, Jon Jones havia sido flagrado outras duas vezes, em agosto e setembro. Às vésperas do UFC 232, a notícia chocou o mundo. Mas nessa sexta-feira, durante entrevista coletiva do evento em Inglewood (EUA), o funcionário do Ultimate detalhou o caso e saiu em defesa do ex-campeão dos meio-pesados (93 kg).

Durante scrum que contou com a presença da equipe da Ag Fight, Jeff saiu em defesa de como a agência antidoping americana (USADA) lidou com o caso. O vice-presidente de saúde e performance do UFC comparou o procedimento com o de entidades reguladoras de outros esportes, e declarou que impedir 'Bones' de lutar neste sábado contra Alexander Gustafsson seria uma injustiça.

"USADA agiu assim como outras organizações profissionais de outros esportes que tiveram exatamente o mesmo problema. Coletaram amostras que não queriam que fossem divulgadas, que apareciam diversas vezes, e eles lidaram com suas jurisdições do mesmo jeito que a USADA cuidou do caso de Jones. Os indivíduos são punidos quando a substância proibida é encontrada pela primeira vez. Mas quando a ciência mostra que há resíduos dessa substância no organismo, o indivíduo não é punido novamente, porque seria punir alguém duas vezes pelo mesmo erro", analisou Novitzky, antes de revelar sua conversa com especialistas da área.

"Eu tive a confirmação dos três melhores - que considero - cientistas especializados nessa área do mundo. Todos os especialistas disseram que não há evidência de reingestão da substância proibida, e mais importante ainda, todos disseram que não haverá nenhum benefício na performance do Jones nesta luta por conta disso. Confio bastante na habilidade e credibilidades desses especialistas", completou.

Fato é que, seja Jones inocente ou não, a revelação desses dois novos exames positivos às vésperas do UFC 232 elevou ainda mais o nível de desconfiança que já gira em torno do americano. Novitzky admitiu que essa situação não é das melhores, mas voltou a afirmar que o certo no momento é a realização do duelo entre Gustafsson e Bones.

"Isso sem dúvidas é uma situação estressante para todos. Quando eu recebi a ligação da USADA, fiquei me perguntando como isso tudo ia se desenrolar. Fiquei literalmente sentado por uns cinco minutos com a mão na minha cabeça pensando: 'No que isso vai dar'. Todas essas questões que vocês estão perguntando agora, sobre stress no atleta e tudo mais, eu já tinha refletido sobre. Não é um cenário ideal, mas eu cravo aqui com 100% de certeza e confiante na decisão da USADA, que essa é a coisa certa a se fazer, esse combate acontecer", garantiu Jeff.

O duelo entre Alexander e Jones valerá o cinturão dos meio-pesados do Ultimate. Durante o show, outro título será colocado em disputa: o dos pesos-penas (66 kg) feminino. Cris 'Cyborg' luta para manter sua hegemonia contra a atual campeã dos galos (61 kg) Amanda Nunes.

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