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Funcionário do UFC diz que Jones testou positivo outras duas vezes em 2018

Jon Jones cumprimenta Alexander Gustafsson após encará-lo em encarada antes do UFC 232 - Diego Ribas/Ag Fight
Jon Jones cumprimenta Alexander Gustafsson após encará-lo em encarada antes do UFC 232 Imagem: Diego Ribas/Ag Fight

28/12/2018 17h00

Jeff Novitzky, vice-presidente de saúde e performance do UFC participou nessa quinta-feira (27) do podcast "The Joe Rogan Experience MMA Show" e revelou novidades sobre o mais recente caso de doping de Jon Jones. De acordo com o funcionário do Ultimate, o ex-campeão dos meio-pesados (93 kg) já havia testado positivo duas vezes no início deste semestre para a mesma substância em que foi flagrado em dezembro.

Portanto, o flagra que culminou na mudança de sede do UFC 232 não foi o primeiro de Jones neste ano. De acordo com Novitzky, os testes de Bones dos dias 29 de agosto e 18 de setembro apontaram quantidades mínimas do mesmo metabólito de esteroides que resultou em uma suspensão de 15 meses para seu teste positivo no UFC 214, em julho de 2017.

Novitzky admitiu inclusive que tanto o UFC quanto a Comissão Atlética do Estado de Nevada (NSAC) estavam cientes dos testes realizados anteriormente com resultado positivo. No entanto, nenhuma das entidades julgou necessária a tomada de alguma atitude sobre o caso, uma vez que os baixos níveis encontrados da substância turinabol apontavam para resquícios do caso de doping de 2017, quando Jones enfrentou Daniel Cormier em julho.

"Acho que foi dia 6 de dezembro, a (USADA) nos enviou uma carta e também enviou para a Comissão Atlética do Estado de Nevada dizendo: 'Só para estarem cientes, nos últimos seis meses, no início deste semestre, nós percebemos um ressurgimento de longo prazo nas amostras de Jon Jones. Ficou tudo bem, a (Comissão) Nevada entendeu. Falei com eles e eles ficaram tipo: 'É, isso é problemático, mas nós não vemos nada na nossa jurisdição aqui, então esperamos que os testes seguintes não deem positivo, porque isso pode vir a ser um problema. E no dia 12 de dezembro a USADA coletou uma amostra do Jon e aceleraram o resultado do processo porque sabiam que uma luta estava por vir. E nesse teste ele testa entre 60 e 80 picogramas", revelou Jeff, antes de comentar a reação da Comissão Atlética.

"A (NSAC) não cravou que a luta não aconteceria de forma alguma na semana seguinte. Na verdade, eles, acho eu, foram bem compreensíveis com a situação, mas disseram: 'Olha, isso não parece legal, e nós sentimos que, com muita cautela, precisamos marcar uma audiência pública e ser bem transparente com relação a isso, porque a situação está estranha", completou.

O último e derradeiro teste de dezembro fez com que o Ultimate mudasse a sede do último evento do ano para Inglewood (EUA), uma vez que a Comissão Atlética do Estado de Nevada precisaria de tempo para julgar os resultados dos exames. Portanto, o show foi transferido para a Califórnia.

Isso porque a Comissão Atlética da Califórnia já havia aprovado a autorização para Jones lutar no estado, uma vez que o órgão julgou o atleta recentemente pelo uso da mesma substância, pela qual foi flagrado em 2017. Portanto, o ex-campeão está livre para lutar neste sábado na nova sede do UFC 232, e de acordo com Jeff, não deve ser julgado com antecedência.

"Tenha cuidado ao tentar ser o cara com a pseudociência dizendo: 'Espere um pouco, Jones pulou de 20 para 60 picogramas de setembro para dezembro, e isso significa que ele usou novamente essa substância proibida", declarou Novitzky.

"Vá com calma. É um nível tão pequeno e incompreensível que nós não sabemos como suas variantes se comportam. Acho que se ele pulasse de 8 picogramas para algumas centenas de pictogramas, poderia ser um problema a ser analisado. Mas os especialistas com os quais conversei, disseram que uma variabilidade de 10, 20, 30, 40 picogramas não é algo significativo no nível. Esses especialistas disseram que, com base nesses baixos níveis de picogramas, não há benefício para melhorar o desempenho, e esse é um ponto importante", finalizou o vice-presidente de saúde e performance do UFC.

O fato é que, independentemente de ser culpado ou não pelos últimos resultados de doping, Jones retornará ao UFC após mais de um ano afastado. O americano enfrenta Alexander Gustafsson pelo cinturão dos meio-pesados. O co-main event da noite ficará por conta da superluta entre Amanda Nunes e Cris 'Cyborg'.

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