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Johnny Walker exalta "perrengue" antes de estreia no UFC

Gaspar Bruno, no Rio de Janeiro (RJ)

Ag. Fight

26/10/2018 08h00

Recém-chegado ao UFC e próximo de realizar a sua estreia na organização, Johnny Walker batalha diariamente para manter sua rotina de atleta. Isso porque o lutador, que mora na Inglaterra, não possui uma estrutura ideal para se preparar, e com isso, visita diversas academias no país europeu para melhorar seu jogo. Mas por incrível que pareça, em entrevista à equipe de reportagem da Ag Fight, o brasileiro admitiu que prefere passar por esse "perrengue" durante o camp.

Foi exatamente desta forma que Johnny se preparou para o Contender Series Brasil e conquistou a tão sonhada vaga no Ultimate em agosto. No entanto - mesmo com o prêmio adquirido com a vitória no reality show - essa realidade pouco mudou, uma vez que boa parte da remuneração recebida foi retida por impostos nos Estados Unidos, e o restante não foi suficiente para garantir mudanças significativas nos treinamentos.

"Na verdade, a grana não foi muita coisa, não. Porque eu tive que pagar 3 mil dólares (cerca de R$ 11 mil) só de imposto, lá nos Estados Unidos, em Las Vegas. Aí fiquei com 7 mil dólares (cerca de R$ 26 mil), e ainda tive que pagar a porcentagem de todo mundo. Tive que ir no Brasil ver minha família, que eu estava quase um ano sem ver. Aí o dinheiro foi todo embora, não sobrou muito para investir no camp, não. A falta de estrutura é meio complicada, mas não me atrapalha muito, não. Quem quer sempre busca alguma maneira de fazer seus objetivos", admitiu Walker, antes de narrar um pouco da sua rotina de preparação.

"Fazia visita em algumas academias para fazer sparring, treinava a parte técnica em uma academia onde eu sou bem-vindo, onde a equipe deixa eu treinar. E eu ia para outras academias, outras cidades para me testar nos sparrings. E eu faço isso até hoje. Na verdade, não mudou muita coisa, continua com dificuldade, mas para mim não faz diferença nenhuma na dificuldade ou na moleza. Prefiro até na dificuldade, porque a moleza deixa o cara meio mole, né? Se o cara estiver muito bem ali com regalias, fica meio mole. Tem que ficar no perrengue mesmo, passando umas dificuldades para valer a pena, quando chegar lá em cima pensar: 'Já passei por isso tudo, agora vou passar por cima desse cara'", opinou o carioca.

Para a estreia no UFC, Walker planeja resgatar sua veia agressiva com um triunfo, seja por nocaute ou finalização. Tanto que, apesar de vir de vitória no Contender, o brasileiro lamentou o fato de ter deixado a luta ir para a decisão dos juízes - foi a primeira vez que isso aconteceu na carreira do meio-pesado (93 kg). E para mudar esse cenário e retomar as performances empolgantes, Johnny planeja encerrar o combate antes do término dos 15 minutos.

"Meu cartão de visitas vai ser mostrar ao mundo quem é o Johnny Walker. Não quero deixar na mão dos juízes igual a minha última luta. Primeira vez que deixo para a decisão, mesmo assim, foi decisão unânime, mas eu não gosto. Gostaria de decidir, finalizar, nocautear, não gosto de deixar nos pontos. Vou mostrar que vou brigar por isso, não vou correr da luta. Não vou ficar marcando ponto. Claro que se eu marcar, vou ganhar, porque meus pontos são para nocautear, ou para quedar, finalizar. Mas a minha marca no UFC vai ser um cara nocauteador, ou finalizador. Onde pintar ali, vou abraçar a oportunidade", projetou o carioca.

Em seu debute pela maior liga de MMA do mundo, Johnny encara o americano Khalil Rountree, que não perde desde 2016 e já soma seis combates pelo Ultimate. O duelo ocorrerá no dia 17 de novembro, no primeiro card do UFC sediado na Argentina, mais precisamente na cidade de Buenos Aires.

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