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Ex-Corinthians, Marcelo Golm destaca diferencial que o fez se mudar para os EUA

Fábio Oberlaender, no Rio de Janeiro (RJ)

Ag. Fight

25/10/2018 06h00

O peso-pesado do UFC Marcelo Golm fazia parte da equipe de MMA do Corinthians até o início deste ano. No entanto, após conhecer a sua primeira derrota na carreira profissional, ele optou por dar um novo rumo na carreira e seu mudou para os Estados Unidos. Já na terra do Tio Sam, o atleta escolheu treinar em uma das mais renomadas academias do mundo, a American Top Team, onde agora realiza a parte final do treinamento para o seu próximo desafio no Ultimate, que acontecerá no próximo sábado (27), em Moncton, no Canadá.

Em entrevista à Ag. Fight, Golm contou um pouco da experiência que teve no início da carreira ao integrar o time de artes marciais mistas do tradicional clube de futebol paulista. Idealizada pelo ex-campeão do UFC Anderson Silva, a academia de MMA do Corinthians foi inaugurada em 2011, no Parque São Jorge. Marcelo começou na equipe apenas dois anos depois, mas teve tempo suficiente para, conforme relatou, vivenciar os prós e contras de representar uma das maiores torcidas do Brasil.

"Começou com o Anderson Silva, quando ele fez uma parceria com o Corinthians. A partir disso, o pessoal do Corinthians abriu um time. Não só com o Anderson como representante, mas com uma equipe. E foi uma experiência muito legal representar um time tão grande, com mais de 50 milhões de torcedores em todo o Brasil . Tínhamos apoio grande da torcida, então foi uma experiência muito bacana que eu tive durante esses cinco anos que fiquei no Corinthians", explicou.

"Claro que em uma proporção bem menor que no futebol, mas existia pressão sim. A galera cobrava, a torcida ficava em cima. (...) Torcedor é fanático, então por mais que luta não seja futebol, se você é Corinthians, provavelmente algum palmeirense fanático não vai torcer para você. Isso é inevitável. Mas a gente já sabia disso ao aceitar representar um time grande desse. Sempre terá quem torce contra, isso é normal", completou.

Além disso, Golm também descreveu o que o levou a trocar o estado de São Paulo pela Flórida, onde passou a treinar na academia American Top Team. De acordo com ele, a derrota no UFC para Timothy Johnson, em fevereiro, o fez compreender que seria preciso melhorar o nível do wrestling para se destacar na organização. Deste modo, a escolha natural foi a 'ATT', que é o centro de treinamento de diversos atletas em destaque no MMA, como os campeões do Ultimate Tyron Woodley e Amanda Nunes.

"Meu último adversário era um wrestler e eu não fui quedado, mas ele conseguiu me amarrar muito bem na grade, então acho que o aprendizado que eu tive é que eu tinha que treinar mais wrestling e por isso eu me mudei para os Estados Unidos e fui treinar wrestling com os melhores", analisou.

"A American Top Team tem um diferencial que as equipes no Brasil geralmente não têm, que é o wrestling de alto nível. O nível de wrestling que tem ali é bem diferenciado. E a estrutura da academia é a melhor que eu já vi na vida. Quando você chega na academia, parece que está entrando em um shopping. É enorme", descreveu.

Golm tem compromisso marcado no octógono neste final de semana contra o canadense de origem indiana Arjan Singh Bhullar. Atleta da casa, ele também perdeu a sua primeira luta como profissional em seu último desafio no Ultimate, o que pode favorecer o público presente em Moncton a assistir um bom duelo de pesos-pesados, já que ambos devem partir para cima para reverter o recente retrospecto negativo.

"Ele é um bom wrestler, foi atleta olímpico de wrestling, é um atleta bem tarimbado, então vou tentar manter a luta em pé, mas acho que foi um bom casamento de luta. Como eu e ele estamos vindo de derrota, a vontade de vencer estará dos dois lados, tanto eu quanto ele precisamos ganhar, talvez seja uma luta agressiva, então será uma luta boa de se ver"

Aos 26 anos, Marcelo Golm venceu seis das sete lutas que realizou como lutador profissional de MMA. Já o seu adversário Arjan Singh Bhullar, que disputou os Jogos Olímpicos de Londres 2012 como representante do Canadá no wrestling, também possui apenas uma derrota nos oito embates que disputou até hoje.

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