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Por ter "muito a perder", 'GSP' se nega a enfrentar Tyron Woodley

Ag. Fight

24/09/2018 10h41

Georges St-Pierre está um patamar acima dos outros meio-médios (77 kg) em atividade. Maior campeão da história da categoria, ele não entra no octógono desde o fim de 2017, quando superou quatro anos de atividade para conquistar o título peso-médio (84 kg), antes de abdicar do cinturão para cuidar da saúde. Mas, embora já se considere em boas condições físicas para retornar, o canadense declarou que pretende analisar com calma seu próximo passo ? e, entre estas hipóteses, não está enfrentar Tyron Woodley.

Woodley é o terceiro atleta a deter o cinturão linear meio-médio depois de 'GSP', seguindo-se a Johny Hendricks e Robbie Lawler, a quem nocauteou. Em entrevista ao site 'Fansided', St-Pierre analisou a alegação de Tyron de que é o melhor lutador da história da categoria. De maneira elegante, o canadense não citou seu próprio nome como alguém acima do 'Escolhido', mas deu a entender que Tyron ainda tem muito a crescer.

"Lutar é uma coisa muito complexa. Realmente acredito que é bom para ele pensar que é o maior meio-médio de todos os tempos, porque isso o deixa confiante, e confiança tem um grande papel para os lutadores. Mas há outros lutadores que podem pleitear ser considerados o melhor também", falou.

"'O melhor' é difícil dizer. Há outro cara, chamado Matt Hughes, que em um certo ponto, era um dos maiores. Há alguns lutadores. Não estou dizendo que Tyron Woodley é um destes caras, porque ele é um lutador incrível, mas há caras neste esporte que se tornam campeões e pegam um tempo mais fácil do que outros em termos de adversários, em termos de desafios. Tyron teve de passar por grandes lutadores, como Stephen Thompson, e sua última performance foi ótima contra Darren Till. Havia muito hype sobre Till, porque ele estava invicto. Tyron está em um bom caminho em termos de legado e de ser o melhor", avaliou.

Ainda na tentativa de explicar sua situação, 'GSP' voltou a citar a preocupação com seu "legado" como ponto fundamental para a decisão de voltar a lutar. De acordo com o veterano, só vale a pena retornar se uma eventual derrota não ferir sua história como atleta.

"Em relação a voltar a lutar, você tem de perceber que eu tenho muito mais a perder do que a ganhar. Tyron Woodley quer me enfrentar, porque ele tem muito mais a ganhar do que a perder. Porque, se ele me vence, em termos de legado, de popularidade, ele tem bem mais a ganhar. Não é que eu esteja com medo. Na verdade, eu sempre estou com medo quando vou lutar. Eu tenho medo de todos, mas ter medo é irrelevante, porque, se eu tenho de fazer aquilo, eu vou fazer", afirmou.

"Tenho de escolher com cuidado qual é minha próxima jogada. Neste ponto, concretizar meu legado não é uma linha reta. Tenho de avaliar o que eu ganho, o que eu perco. É por isso que, quando enfrentei Michael Bisping, era uma situação ganha-ganha para os dois lados. Se eu tivesse de perder, perderia, mas se eu ganhasse, eu ganharia muito, o que foi bom. Enfrentar Tyron Woodley agora, agora que ele venceu a última luta, eleva sua cotação no mercado, mas não é uma situação completamente ganha-ganha para mim", concluiu.

Desde que se tornou campeão, Woodley empatou um combate, contra Stephen Thompson, e venceu outros três, diante do mesmo Thompson, de Demian Maia e de Darren Till. O provável próximo adversário de 'T-Wood' é Colby Covington, que conquistou o cinturão interino dos meio-médios em junho, ao vencer Rafael dos Anjos por decisão.

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