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"Marreta" vê Weidman, Adesanya e "Borrachinha" como "queridinhos" do UFC

Thiago Marreta vence Kevin Holland no UFC 227 - Joe Scarnici/Getty Images
Thiago Marreta vence Kevin Holland no UFC 227 Imagem: Joe Scarnici/Getty Images

Gaspar Bruno, no Rio de Janeiro (RJ)

Ag. Fight

30/08/2018 06h00

Thiago 'Marreta' não costuma se envolver em grandes polêmicas ou fazer ataques pessoais a adversários ou rivais. Por isso, ao citar lutadores que seriam "queridinhos" do UFC em entrevista coletiva da qual a Ag. Fight participou, na última terça-feira (28), ele deixou claro que não há nenhum desrespeito aos atletas. Mas, segundo ele, é fato: Chris Weidman, Israel Adesanya e Paulo "Borrachinha" foram colocados em uma "escada rolante" por parte do Ultimate.

Marreta enfrenta Jimi Manuwa no dia 22 de setembro, em São Paulo, naquela que será sua estreia entre os meio-pesados (93 kg). Normalmente em peso-médio (84 kg), o carioca negou que estivesse desmotivado em sua categoria, mas afirmou que sua divisão é muito "embolada". Na opinião do lutador, no peso de cima, as coisas são mais tranquilas.

"É uma divisão nesse aspecto mais fácil do que os médios. Os médios realmente são muito concorridos e muito embolados. Não dá para entender direito. O meio-pesados é aquilo ali: é o Cormier, é o Jon Jones voltar lá das m... que ele faz e recuperar o cinturão... E fica nessa. Os médios não: se você pegar os cinco primeiros, qualquer um tem condição de ostentar o cinturão", falou.

Thiago analisou a ascensão repentina de alguns novos atletas dos 84 kg. De início, o ex-TUF Brasil mencionou Weidman e Adesanya como lutadores cuja evolução interessa à empresa. Mas, depois, questionado especificamente sobre Borrachinha, disse que "com certeza" o mineiro está nesta lista.

"Nos médios tem muitos queridinhos. Tem muitos caras queridinhos. O UFC quer que cheguem ali mais rápido. Tem muitos caras assim. Toda categoria tem, mas nos médios tem muitos. O Weidman, esse Adesanya, tem vários que o UFC bota na escada rolante. Os outros têm que escalar mesmo. Tem uns que o UFC fala 'Vai por essa escada aqui'. Isso não é novidade para ninguém. Toda categoria tem isso, os caras que eles querem que cheguem lá. Não que os caras não sejam talentosos. Os caras merecem, mas têm um caminho mais curto. E nos médios tem muitos que o UFC enxerga que seriam bons para estar com o cinturão. Ou pelo talento ou pela idade. Nos meio-pesados, além do Jon Jones...", disse.

"Veja bem, eu não estou falando que esses caras que eu estou falando não são talentosos. Não é culpa deles isso. É o UFC que tem interesse que esses caras ostentem o cinturão, por serem jovens, vão estar mais tempo no mercado de trabalho. Não é que eles não mereçam. Não falei dessa forma. Adesanya, Paulo Costa, Weidman são caras extremamente talentosos e duros. Eles fazem por merecer. Mas eu acho que o UFC dá uma ajudinha", disse.

Marreta recentemente admitiu à Ag. Fight que um tuíte publicado por ele ? ideia de seu empresário - foi determinante para que Jimi Manuwa aceitasse o duelo no UFC São Paulo. Questionado na entrevista coletiva se tinha esperança de se tornar um dos 'queridinhos', o brasileiro afirmou que é bem quisto na empresa, mas que não pretende mudar seu estilo com o objetivo de aparecer mais.

"Eu não sou um cara que fala muito, não sou um cara polêmico, não fui campeão ... Mas minhas lutas empolgam. Só recebo elogios do público, do próprio UFC. Talvez eu deveria falar mais, mas eu não vou mudar minha personalidade, minha característica, meu jeito de ser para aparecer mais. Se tiver que aparecer, vai ser desse jeito. Vai ser lutando, aceitando desafios grandes", encerrou.

Aos 34 anos, Thiago tem 18 vitórias e seis derrotas em sua carreira profissional. No UFC desde 2013, o brasileiro tem 15 combates na organização, com dez triunfos e cinco reveses

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