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Jéssica 'Bate-Estaca' diz que já vendeu roupas do UFC para pagar treinos

Jéssica afirmou que sofre com a falta de apoio e patrocínios - Divulgação/Mixer
Jéssica afirmou que sofre com a falta de apoio e patrocínios Imagem: Divulgação/Mixer

Gaspar Bruno, no Rio de Janeiro (RJ)

Ag. Fight

29/08/2018 07h00

Com compromisso marcado para o dia 8 de setembro, quando encara Karolina Kowalkiewicz no card do UFC 228, em Dallas (EUA), a brasileira Jéssica 'Bate-Estaca' está virtualmente a uma vitória de disputar o cinturão dos palhas (52 kg). No entanto, engana-se quem pensa que a atleta chegou ao desejado ponto de poder se preocupar apenas com seus treinamentos.

Em conversa com jornalistas na última terça-feira (29), na cidade do Rio de Janeiro, Jéssica afirmou que sofre com a falta de apoio e patrocínios e que em certas ocasiões chegou a vender peças de roupas dada pelo UFC para custear seu treinamento. O vestuário seria justamente parte do material entregue pela organização do evento aos atletas no início da semana de suas lutas.

"Vou para a minha 14ª luta e é muito difícil arrumar patrocínio. Pessoas que ajudem na questão financeira. As vezes, tem que vender roupa do UFC, mochila, luva, para poder ter dinheiro extra e terminar o camp. É difícil, mas aos poucos a gente vai indo", se resignou a atleta de 26 anos em resposta à reportagem da Ag. Fight.

"A gente até tem apoio de troca. 'Te dou produto e você fala na rede social'. Mas patrocínio com dinheiro está difícil. Acho que pela crise do Brasil prejudicou mais. A gente precisa disso. Não só da nossa equipe, mas alguém de fora que acredite no nosso sonho, no nosso potencial", analisou.

Apesar desta realidade, a atleta da PRVT esbanja sorrisos e parece disposta a relevar as dificuldades. Isso porque, de acordo com ela, embora suas bolsas atuais não lhe garantam uma grande poupança, ela já recebe valores condizentes com sua experiência. Em sua última apresentação, em fevereiro, seu cheque foi de 96 mil dólares (cerca de R$ 340 mil para valores da época). Mesmo descontados impostos e porcentagem de empresário e treinadores, Jéssica recebeu muito mais do que quando chegou ao evento.

"Acho que não tenho do que reclamar, recebo muito bem. Você ganha de acordo com seu trabalho. Por isso quero sempre estar lutando. Quanto mais você mostrar, mais você ganha. Meu problema é que não consegui investir o dinheiro que ganhei em algo fora da luta", ressaltou, apontado a área da nutrição como seu foco para o dia em que passar a ser uma empresária.

"Costumo ser forte, não demonstro nada para ninguém, nem para o mestre. Vou me virando, eu, a Fernanda e minha sogra. É triste ter que vender material de treino ou o que ganhamos da luta, que é uma lembrança, mas depois a gente ganha outra. Não custa nada vender um ", amenizou com o bom-humor característico.

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