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Aldo cita "perrengue" com golpes de Stephens e mostra alívio por superar pressão

Ag. Fight

30/07/2018 08h00

"Pressão" foi a palavra-chave da entrevista coletiva de José Aldo depois da vitória contra Jeremy Stephens, no UFC Calgary, no último sábado (28). Em praticamente todas as respostas, ele falou sobre o peso que sentia por estar há duas lutas sem vencer e por fazer sua primeira luta no Ultimate sem valer nenhum cinturão.

A situação talvez explique, nas palavras dele mesmo, o "perrengue" que passou no início do combate. Um pouco hesitante, Aldo chegou a absorver uma sequência de golpes de Stephens, antes de crescer na luta e conseguir o marcante nocaute ? que rendeu tanto choro quanto festa. O manauara elogiou o adversário e ressaltou a potência
dos golpes do 'Esquentadinho'.

"No começo da luta eu passei um perrengue, sim, ele tem a mão muito pesada. É um cara muito duro, que vem numa
crescente na categoria, e pude suportar bem até vencer a luta. (...) Uma vitória como essa coloca mais pressão ainda no matchmaker. Eu mostrei que estou vivo na categoria, com fome de luta, querendo ser o campeão de novo. E mostrei que sou o campeão e que mereço estar nas cabeças. Eu tenho um contrato, sim, e quero encerrar esse contrato como campeão", declarou.

"Eu vinha com uma pressão muito grande, mas procurei rever meus conceitos e saber como eu cheguei a ser o José Aldo campeão. Então, eu voltei a treinar bastante kickboxing, o jiu-jitsu, o wrestling, e assim eu soube que eu tinha a agressividade dentro de mim. Só faltava treinar a coisa certa e soltar lá dentro. Foi isso que eu vim fazer: lutar da maneira que todo mundo me conhece", falou o lutador de 31 anos.

Aldo explicou por que extravasou tão intensamente as emoções na sua comemoração. O brasileiro afirmou que o nocaute era "aquilo que estava precisando" e destacou o crescimento da confiança com o triunfo ? o primeiro pela via rápida desde 2013.

"Foi uma das vitórias mais importantes da minha carreira, pelo fato de que eu vinha em uma pressão muito grande, todo mundo querendo saber como que eu iria me portar, e pelo fato de que eu pude mostrar meu valor, mostrar aquilo de que sou capaz. Tinha uma pressão grande, mas eu estava bem tranquilo, porque sabia que só dependia de mim", disse.

Ainda na entrevista, Aldo e seu principal treinador, Dedé Pederneiras, afirmaram que não têm interesse numa luta no UFC São Paulo, que acontece em 22 de setembro, no Ginásio do Ibirapuera.

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