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Leslie Smith revela que UFC a liberou do contrato

Leslie Smith acerta um soco em Jessamyn Duke durante combate da categoria peso-galo - Bill Streicher/USA TODAY Sports
Leslie Smith acerta um soco em Jessamyn Duke durante combate da categoria peso-galo Imagem: Bill Streicher/USA TODAY Sports

Ag. Fight

22/04/2018 15h14

Escalada para enfrentar Aspen Lodd  no UFC Fight Night 128, evento realizado nesse sábado (21) em Atlantic City (EUA), Leslie Smith se negou a subir no octógono depois que sua adversária não bateu o peso para o duelo. A americana teve a chance de aceitar o combate e receber 20% da bolsa da rival mas, no entanto, a peso-galo (61 kg) optou por usar a oportunidade para negociar a renovação de seu contrato, o que não aconteceu e se tornou o estopim de uma relação desgastada com o evento.

Durante uma entrevista ao site 'MMA Fighting', Leslie revelou que se colocou à disposição para subir no octógono caso a organização aumentasse o seu contrato - o duelo contra Lodd era o último do acordo existente com o UFC. Mas, de acordo com a lutadora, a companhia negou a proposta e pagou o salário inteiro da atleta, incluindo o bônus da vitória. Dessa forma, mesmo sem subir no cage, ela estaria liberada de seu vínculo com a empresa.

"Eu percebi que tinha alguma vantagem na situação. Disse ao UFC que aceitaria aquela luta se eles aumentassem o meu contrato. Eles não quiseram fazer isso. Ao invés disso, eles disseram que me pagariam um bônus de vitória além da minha bolsa e que isso resolveria o meu contrato uma vez que eles não iriam renovar. Parece que o UFC está me pagando para eu ir embora", declarou.

Leslie ainda afirmou que chegou a cogitar enfrentar Aspen apenas pela vontade de subir no octógono. No entanto, após analisar a situação, a americana apontou que não faria sentido lutar se ela já receberia sua bolsa completa independentemente da luta.

"Eu considerei enfrentar a Aspen de qualquer maneira, por puro orgulho. Mas se eu tivesse feito isso seria totalmente por orgulho e eu estaria lutando de graça uma vez que eu seria paga de qualquer maneira. Lutar de graça por orgulho é tudo que eu venho falando contra. A manipulação dos atletas através do orgulho é algo que me posicionei fortemente contra. Então não lutarei com ela porque não acho que devo lutar de graça", afirmou.

Vale lembrar, porém, que a relação de Leslie com o evento já estava desgastada. Presidente da 'Project Spearhead', a atleta lidera o grupo que tenta legalizar a relação dos atletas como empregados do UFC e, dessa forma, conquistar maiores direitos para a classe - atualmente os competidores são vistos como contratados independentes. Nos últimos meses, a americana usou suas redes sociais como plataforma para tentar angariar novos nomes a fazerem parte do movimento.

Conhecida do grande público após ser nocauteada por Cris 'Cyborg' em maio de 2016, Leslie conseguiu se recuperar do resultado negativo e venceu suas duas últimas lutas no octógono, contra Irene Aldana e Amanda Lemos, respectivamente. Aos 35 anos de idade, a americana coleciona na carreira um cartel com 10 vitórias, sete derrotas e um empate.

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