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Comissão revoga licença de Jon Jones e impõe multa de R$ 650 mil por doping

Sean M. Haffey/Getty Images
Imagem: Sean M. Haffey/Getty Images

27/02/2018 18h07

Em audiência realizada nesta terça-feira (27), em Anaheim (EUA), a Comissão Atlética da Califórnia revogou a licença de lutador de Jon Jones por um ano por ter falhado no exame antidoping. O julgamento é referente ao problema que o ex-campeão teve com exames realizados antes da sua luta no UFC 214, quando enfrentou Daniel Cormier em 29 de julho de 2017. Além disso, o norte-americano terá que pagar uma multa de 40% da bolsa que recebeu pelo confronto - cerca de R$ 666 mil.

O julgamento durou cerca de três horas e tanto a promotoria quanto a defesa de Bones tiveram o mesmo tempo para elaborar suas versões. Alguns especialistas também foram ouvidos e as duas partes tiveram chance de fazer perguntas.

A defesa do atleta alegou que Jones teria ingerido Turinabol - substância proibida pela USADA - de forma inconsciente, através de um suplemente contaminado. O lutador foi o último a ser ouvido, logo após uma pausa de cerca de dez minutos. Ele alegou inocência e garantiu que foi extremamente cuidadoso durante o período pré-luta para não falhar novamente.

"É muito ruim estar nessa situação. Não sabia que estava ingerindo a substância. Fiquei surpreso, comecei a olhar para as pessoas a minha volta e perguntar: 'Como isso entrou no meu corpo?'. Foi uma situação muito ruim, mas tentei não pensar em nenhuma teoria da conspiração e me apoiar nas pessoas que eu amo", disse o lutador.

"Fui muito cuidadoso durante o meu camp, tomei muito cuidado. Trabalhei muito duro para mudar e achei que essa luta seria o momento perfeito para isso, com as pessoas na minha vida e tudo mais. Toda a minha equipe se certificou de que eu estava ingerindo coisas permitidas pela USADA. Não tenho ideia de como isso aconteceu e quero saber, como todo mundo".

Ainda durante a sua fala, o ex-campeão admitiu que não compareceu a aulas explicativas da USADA sobre substâncias que podem ser ilegais. Ao contrário disso, Jones foi representado por seu empresário que, segundo o próprio atleta, forjou sua assinatura nos formulários de instruções do órgão.

Esta é a segunda vez que Bones foi julgado por doping. Em julho de 2016, o lutador foi flagrado com duas substâncias proibidas em seu organismo durante o período de competição do UFC 200. Na ocasião, a defesa de Jones conseguiu provar que o ex-campeão não tinha consentimento do que estava ingerindo e o atleta foi suspenso por um ano, por negligência.

A Comissão optou por não suspender o atleta, mas isso não quer dizer que ele esteja livre de punições maiores. Após o período de revogação da sua licença, Jon Jones terá que fazer novo requerimento para atuar no estado da Califórnia - a partir de março de 2019. Além disso, a USADA ainda fará o seu julgamento e pode aplicar uma pena mais severa ao norte-americano. Ainda não existe previsão de quando Jones terá que enfrentar o júri da organização responsável pelo controle antidoping do Ultimate.

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