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Jéssica 'Bate-Estaca' revela torcida por Rose Namajunas: "Joanna é muito arrogante"

Lais Rechenioti, no Rio de Janeiro (RJ)

Ag. Fight

17/02/2018 08h00

Prestes a voltar ao octógono no UFC Orlando - evento marcado para o próximo dia 24 de fevereiro, na Flórida (EUA) -, Jéssica 'Bate-Estaca' pode estar perto de uma nova disputa de cinturão na categoria peso-palha (52 kg). No entanto, antes mesmo que possa ter uma nova chance para assumir o posto mais alto da divisão, a brasileira precisará ficar de olho na revanche entre Rose Namajunas e Joanna Jedrzejczyk, marcada para abril. E no que depender da sua torcida, a número dois do ranking oficial garante que o título não mudará de mãos.

Em maio passado, a brasileira teve a sua oportunidade de conquistar o cinturão, mas acabou derrotada por Joanna por decisão unânime dos juízes laterais. Mesmo com o revés, Bate-Estaca garantiu que o motivo de preferir a americana no UFC 223 não é por rancor pelo resultado, mas sim por a considerar uma pessoa melhor. Em entrevista exclusiva à reportagem da Ag. Fight, a atleta revelou que considera a polonesa uma pessoa "arrogante".

"Torço muito para a Rose vencer, mas não por estilo de luta e nem nada do tipo, mas pela campeã que ela tem se mostrado ser. Ela é muito humilde, respeita as adversárias dela, consegue chegar nas lutas e fazer boas lutas. Então, pela pessoa, gostaria muito que a Namajunas vencesse. E já falando de estilo de luta, também seria muito bom se ela ganhasse. Porque a categoria giraria melhor, a gente teria outras atletas disputando o cinturão. Daria uma oportunidade para mim, para a Claudinha até, ou para a Karolina disputar o cinturão também, mesmo já tendo lutado com ela", analisou a lutadora.

"Então, seria muito bom se ela continuasse sendo a campeã, porque se a Joanna vence, talvez eu tenha que disputar mais duas ou três lutas para ter a oportunidade de lutar pelo cinturão de novo. Por questão de estratégia, seria muito bom que Namajunas vencesse, mas torço muito por ela também como pessoa. Espero que ela vença, não vou muito com a cara da Joanna, não por eu ter perdido, mas pelo jeito que ela é, pelas atitudes dela. Ela é muito arrogante, se acha a dona do mundo, acha que só existe ela. Então, torço muito, muito, para a Namajunas".

A revanche entre as atletas acontecerá apenas cinco meses depois que Namajunas nocauteou a então campeã invicta ainda no primeiro round do UFC 217 - evento ocorrido em novembro passado. Sem que nenhuma das duas tenha realizado um novo confronto nesse meio tempo, a brasileira ponderou que Joanna não merece uma nova oportunidade de disputar o título em um intervalo curto de tempo pela atuação que teve, mas sim pela história que tem na categoria - já que sustentou o cinturão por dois anos e realizou cinco defesas bem-sucedidas.

"Se você avaliar pelo tipo de luta que aconteceu, não acho essa revanche merecida. Porque foi um nocaute muito rápido, então a Namajunas conseguiu mostrar realmente a superioridade dela. Mas se você for ver pelo sentido de: 'Poxa, a Joanna foi a campeã por tanto tempo, disputou o cinturão tantas vezes', aí eu acho que sim. Teria que ter sim essa revanche. Então, acho que foi bom para a Joanna. Para a gente que luta, não é muito bom, porque todo mundo estava esperando que outras pessoas lutassem pelo cinturão com a Namajunas, mas para ela foi muito bom. E para o UFC também é bom, porque vai vender o evento", opinou a segunda colocada no ranking dos palhas.

O duelo contra Tecia Torres, em Orlando, será a 13ª performance da brasileira no octógono. Bate-Estaca estreou na maior organização de MMA do mundo em 2013 e acumula oito vitórias e quatro derrotas no Ultimate. Em maio de 2017, a lutadora teve a sua única disputa de cinturão da carreira, mas não teve sucesso.

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