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Campeã olímpica Jemima Sumgong suspensa por 8 anos por mentir sobre doping

25/01/2019 19h02

Paris, 25 Jan 2019 (AFP) - A atleta queniana Jemima Sumgong, campeã olímpica de maratona, foi suspensa por oito anos por tentar impedir a investigação sobre um teste positivo que acusou o consumo de eritropoietina (EPO), apresentando documentos falsificados. O anúncio foi feito nesta sexta-feira pela Unidade de Integridade do Atletismo (AIU).

Sumgong, primeira queniana campeã olímpica na maratona com uma vitória nas Olimpíadas do Rio de 2016, testou positivo para EPO fora de competição, cinco meses após sua coroação, o que lhe custou uma suspensão de quatro anos.

O Tribunal Disciplinar da Federação Internacional de Atletismo (IAAF) concluiu que Sumgong havia, durante a investigação de seu teste positivo, mentido e usado documentos falsos sobre o tratamento recebido em um hospital para tentar explicar a presença de EPO em seu corpo, detalha o auto consultado pela AFP.

O tribunal decidiu suspender Sumgong, de 34 anos, por oito anos a partir do julgamento, em 17 de janeiro.

Para explicar seu teste positivo, Sumgong havia indicado às autoridades antidoping que recebeu uma injeção de EPO e uma transfusão de sangue em um hospital queniano devido a uma gravidez ectópica, quando o embrião se forma fora do útero.

A investigação provou que Sumgong não visitou o hospital na data indicada e que o documento fornecido - que supostamente havia sido emitido por um médico - era uma falsificação, "uma tentativa deliberada de interferir na Justiça", indica a sentença.

"Saudamos a decisão do tribunal disciplinar", disse o diretor da AIU, Brett Clothier.

"Esperamos que ela envie uma mensagem aos que recorrem ao doping de que a AIU tem capacidade de investigação significativa e que não tolera a manipulação de provas", afirmou, agradecendo a contribuição da agência nacional antidoping do Quênia (ADAK), "um parceiro de qualidade na luta contra o doping no Quênia".

Sumgong já havia sido condenada a dois anos de suspensão em um primeiro caso de doping em 2012 por tomar Prednisolona, um esteroide proibido.

A atleta pode apelar junto ao Tribunal Arbitral do Esporte (TAS).

rg/kn/ig/aam

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