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Real Madrid teve montanha-russa de emoções em 2018

27/12/2018 16h08

Madri, 27 dez 2018 (AFP) - Da felicidade de uma terceira 'Champions' consecutiva ao desastre das saídas de Zidane e Cristiano Ronaldo, passando pela curta era Lopetegui, o ano de 2018 foi uma montanha-russa de emoções para o Real Madrid.

A temporada 2017-2018 acabou com os merengues levantando o troféu da Liga dos Campeões pelo terceiro ano consecutivo, mas o doce sabor do triunfo rapidamente azedou.

Apenas cindo dias depois de conquistar o título europeu em Kiev, o técnico Zinédine Zidane, o homem que liderou o Real Madrid na conquista de nove troféus em 13 disputados, anunciou sua saída do clube.

"Esta equipe deve seguir ganhando e precisa de uma mudança para isso. Depois de três anos, precisa de outro discurso, outra metodologia de trabalho e por isso tomei esta decisão", explicou o técnico francês em coletiva de imprensa.

Ao seu lado, com gesto resignado e voz apagada, o presidente do clube, Florentino Pérez, reconheceu que "foi uma decisão totalmente inesperada. É um dia triste para mim, para a torcida, para todos os jogadores".

- Em busca de um técnico - Começou assim uma corrida contra o relógio em busca de um novo técnico para o Real Madrid, que tinha conseguido maquilhar com o título da Champions uma temporada de altos e baixos, na qual sofreu dura eliminação na Copa do Rei e precisou se contentar com o terceiro lugar no Campeonato Espanhol, ficando a 13 pontos do campeão, o arquirrival Barcelona.

Encontrar o novo treinador se tornou um pesadelo para o Real Madrid, que viu como todos os principais nomes da Europa já estavam contratados. No fim, foi buscar o técnico da seleção espanhola, Julen Lopeteui, que aceitou o desafio e foi demitido do comando da Fúria a dois dias da estreia na Copa do Mundo da Rússia-2018.

Lopetegui viajou diretamente de Krasnodar a Madri, onde garantiu viver seu "dia mais feliz" ao ser apresentado pelo Real. Mas logo começaram as dificuldades, principalmente depois da saída de Cristiano Ronaldo.

O astro luso, maior artilheiro da história do clube (451 gols), se mudava assim para a Itália para defender a Juventus após nove anos vestindo branco, levando com ele seus 50 gols por temporada. O Real não trouxe um substituto que pudesse suprir sequer parte do enorme vazio deixado pela saída de CR7.

Jogadores como Neymar e Mbappé, que seriam peças que o Real normalmente buscaria no mercado para remontar o elenco 'galático', não estavam mais disponíveis, num momento que o clube parece mais preocupado com o projeto de reforma do Santiago Bernabéu, segundo a imprensa espanhola.

O único nome de peso a chegar foi o goleiro Thibaut Courtois, do Chelsea. Já Vinícius Jr. foi contratado junto ao Flamengo, mas como uma das maiores promessas para o futuro do Real Madrid.

- Sequência de derrotas - "Foram dois anos empobrecendo o elenco: primeiro saíram Pepe, James e Morata; depois, Cristiano", lembrava o diretor do diário AS, Alfredo Relaño, em sua coluna.

O primeiro teste oficial da temporada para Lopetegui foi uma mostra do que viria pela frente: o Real Madrid foi derrotado por 4 a 2 na prorrogação da Supercopa da Europa para o Atlético de Madrid.

As estrelas do Real, como Luka Modric e Raphael Varane, acusaram o esforço feito durante a Copa do Mundo da Rússia pelos seguidos tropeços no início da temporada.

Sem os gols de Cristiano, o Real Madrid acumulou oito horas sem balançar as redes entre setembro e outubro, uma das piores secas da história do clube.

Uma sequência de cinco derrotas em sete jogos, que culminam com a dolorosa goleada de 5 a 1 sofrida em casa contra o Barcelona, em 28 de outubro, foi a gota d'água para a demissão de Lopetegui.

- Solari ao resgate -No dia seguinte à saída de Lopetegui, Santiago Solari, técnico da equipe B do Real Madrid, assumiu o comando do time principal.

Em duas semanas, o argentino ganhou suas quatro primeiras partidas marcando 15 gols e sofrendo apenas dois, no que foi o melhor início da história para um técnico do Real.

Solari, com contrato até 2021, inicia então uma recuperação no Campeonato Espanhol e coloca a equipe nas oitavas de final da Champions e da Copa do Rei.

"Estamos vivos em todas as competições com chances de alcançar todos os objetivos, tomara que dê para continuar assim até o fim", declarou recentemente Solari.

Somente a polêmica com Isco, insatisfeito com a reserva, é uma mancha na era Solari, que conquistou am Abu Dhabi o tricampeonato consecutivo do Mundial de Clubes da Fifa, em dezembro.

gr/mcd/gh

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