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Austrália anuncia medidas para evitar abusos sexuais na ginástica

Caso do médico Lawrence "Larry" Nassar, nos EUA, trouxe mudanças na política da ginástica australiana - Jeff Kowalsky/AFP
Caso do médico Lawrence "Larry" Nassar, nos EUA, trouxe mudanças na política da ginástica australiana
Imagem: Jeff Kowalsky/AFP

24/04/2018 11h47

A Federação Australiana de Ginástica anunciou, nesta terça-feira, um quadro de medidas para proteger as crianças como consequência do "caso Nassar", vasto escândalo sexual que sacudiu o esporte dos Estados Unidos nos últimos meses.

"A segurança das crianças é a prioridade", indicou a Federação, estimando que 91% dos 220.000 ginastas do país são menores de 12 anos.

"O que fizemos foi oficializar práticas que já introduzimos", explicou a presidenta da Federação, Kitty  Chiller, ao canal ABC.

"Se falou muito na imprensa e no espaço público, em particular nestes últimos meses pelo caso Nassar", acrescentou.

Larry Nassar, ex-médico da Federação de Ginástica dos Estados Unidos, abusou centenas de meninas e jovens durante décadas, sendo sentenciado em fevereiro a uma pena de entre 40 a 125 anos de prisão.

Nassar já tinha sido condenado a 60 anos de cárcere por posse de pornografia infantil, além de um período de até 175 anos por abusos sexuais a cerca de 265 meninas e jovens mulheres. Entre as vítimas, estavam ginastas da seleção olímpica e de times universitários.

Haverá uma "tolerância zero" aos abusos sexuais, indicou a Federação, que nomeou a coordenadora Phoebe  Pownall para informar clubes, treinadores, pais e ginastas sobre o que constitui abuso sexual.

"Acho que muitas pessoas não entendem o que define um abuso. Temos a tendência de pensar que é algo marginal, mas não é assim", declarou Pownall à imprensa.

"Está em todos os lados. É preciso formar as pessoas para que compreendam que é um risco e que é preciso oferecer os meios para mudar as coisas, para que as crianças estejam em segurança", acrescentou.

Em 2012, uma investigação nacional revelou que mais de 4.000 instituições do país, entre elas 344 no âmbito esportivo, foram acusadas de abusos sexuais a crianças.

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