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'O preconceituoso ainda consegue ser homofóbico no estádio', diz Rizek

"O preconceituoso ainda consegue ser homofóbico no estádio", diz Rizek - Reprodução/SporTV
'O preconceituoso ainda consegue ser homofóbico no estádio', diz Rizek Imagem: Reprodução/SporTV

Colaboração para o UOL, em São Paulo

17/05/2022 15h23

No Dia Internacional contra a Homofobia, a Transfobia e a Bifobia - 17 de maio -, André Rizek dedicou os primeiros minutos do 'Seleção SporTV' de hoje para falar do assunto e sobre como isso é tratado no futebol brasileiro: "Você, torcedor de futebol... eu tenho certeza absoluta que já comemorou gol de um jogador homossexual".

Pouco depois, o apresentador deu um forte depoimento, impulsionado pelo anúncio de Jake Daniels, do Blackpool, time da 2ª divisão inglesa, que revelou ser homossexual. O atleta de apenas 17 anos se tornou, então, o primeiro jogador de futebol profissional masculino ativo na Grã-Bretanha a fazer isso desde Justin Fashanu, em 1990.

"A gente tem diversas personalidades famosas e importantes que são gays, temos motoristas gays, médicos gays, empresários gays. Por que somente jogadores de futebol masculino não? Por que eles não conseguem se assumir nesse esporte? Se você prestar atenção, os únicos jogadores que fizeram isso, jogavam em países onde o futebol não é tão tradicional ou em times pequenos, como esse caso do Jake Daniels, do Blackpool", acrescentou Rizek.

Por fim, o jornalista elencou o provável último tabu que ainda precisa acabar no esporte mais popular do país: "A cultura do futebol é muito excludente, homofóbica. Isso é marcado na nossa cabeça desde quando somos crianças, e a gente cresce com isso. O preconceituoso não pode fazer muitas coisas mais no estádio, mas ainda consegue ser homofóbico".

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