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Campeão da Fórmula E aprova isolamento rígido e torce para que seja rápido

Fórmula E tem "bolha" semelhante a da NBA como medida de proteção contra o coronavírus - Divulgação
Fórmula E tem 'bolha' semelhante a da NBA como medida de proteção contra o coronavírus Imagem: Divulgação

Da Agência Brasil

11/08/2020 14h55

O piloto português Antônio Félix da Costa aprovou protocolos mais rígidos na Fórmula E para finalizar a temporada 2019-20 em meio à pandemia do novo coronavírus. A medida é semelhante à 'bolha' adotada pela NBA (liga de basquete americana), que isolou seus atletas em um resort da Disney.

"Essas 'bolhas' funcionam muito bem nesse ponto [segurança], para termos tudo sob controle e mantermos assim", declarou Antônio, em entrevista coletiva por videoconferência hoje. O piloto português conquistou no último domingo (9) o título mundial da Fórmula E, com duas provas de antecedência.

A categoria de carros elétricos reuniu as equipes em Berlim, na Alemanha, concentrando as seis etapas finais do Mundial no Aeroporto de Tempelhof e seguindo um rígido protocolo de saúde com limitação de pessoas e corridas sem público.

Ele, porém, espera que o modelo seja apenas temporário. "A Fórmula E sempre foi muito divertida, aproxima muitos atletas e fãs, mais que qualquer outro campeonato da modalidade. É como se fosse um festival, com todas as atividades no mesmo dia. Sem os fãs, a categoria perde muito, talvez, seja a que mais perca", analisou.

Restrição de funcionários

Para as etapas em Berlim, foram autorizadas somente mil pessoas no circuito, incluindo fornecedores e equipes médicas. Cada escuderia só pode contar com 20 pessoas, com espaços de trabalho definidos. Os demais profissionais têm que fazer as operações de forma remota.

Os testes para diagnóstico de covid-19 são realizados antes das corridas e é verificada a condição de cada um. O uso de máscara de proteção é obrigatório, além da manutenção do distanciamento social. A rotina dos pilotos se limita à pista e ao hotel, onde ficam isolados. A refeição é feita no próprio quarto de cada piloto.

Antes de poderem entrar Aeroporto de Tempelhof, todos foram submetidos a exames para detecção da covid-19, e tiveram de cumprir isolamento por 36 horas. Ao todo, apenas entre os participantes da Fórmula E foram utilizados mais de 1,4 mil testes. Dois deram positivo: o do chefe da equipe Mahindra, Dilbagh Gill, e o do presidente e fundador da Fórmula E, Alejandro Agag. Seguindo o protocolo, eles não puderam assistir às provas no local.

Suspensão e retorno das corridas

A Fórmula E foi interrompida em março, após quatro corridas. A maratona em Berlim, com seis provas em nove dias, foi a saída encontrada pela categoria para concluir a temporada. Nas etapas já realizadas no Aeroporto de Tempelhof, Félix da Costa venceu duas e ainda teve um quarto e um segundo lugar. Os resultados ajudaram o português, que estava na ponta do campeonato antes de chegar à capital alemã, a disparar na liderança.

"Eu surpreendi a mim próprio. A verdade é que o trabalho de casa foi muito bem feito. Tivemos muitos dias no simulador. Falei para o meu pai, antes de Berlim, que eu nunca estive tão preparado como agora. Obviamente, estava também em um bom momento, cada vez melhor com a equipe e o carro", contou o piloto, que pretende ajudar o companheiro de equipe na Techeetah, o francês e duas vezes campeão da categoria, Jean-Eric Vergne, a garantir o vice-campeonato.

As duas etapas finais ocorrem amanhã e quinta-feira (13). Além de Vergne, tem brasileiro na luta pelo vice-campeonato: é o brasileiro Lucas Di Grassi, da equipe Audi, que completa 36 anos hoje.

Outros dois corredores do Brasil disputam a Fórmula E: Felipe Massa, que está na segunda temporada pela escuderia Venturi, e Sérgio Sette Câmara, reserva da Red Bull na Fórmula 1, que estreou na categoria dos carros elétricos pela equipe Dragon, na maratona de provas em Berlim.

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