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Presidente do Athletico tem suspensão de um ano mantida. Clube vai ao STJD

Luiz Sallim Emed, presidente do Atlético-PR - Gustavo Oliveira/Site Oficial do Atlético-PR
Luiz Sallim Emed, presidente do Atlético-PR Imagem: Gustavo Oliveira/Site Oficial do Atlético-PR

Marcello De Vico

Do UOL, em Santos (SP)

15/03/2019 12h56

O Pleno do Tribunal de Justiça Desportiva do Paraná (TJD) manteve a suspensão de 360 dias para o presidente do Athletico Paranaense, Luiz Sallim Emed, por conta da 'torcida humana' implementada no clássico contra o Coritiba, dia 30 de janeiro, pelo primeiro turno do Campeonato Paranaense. O julgamento, realizado na noite de ontem, ainda determinou a redução da multa aplicada ao clube rubro-negro - de R$ 200 mil para R$ 100 mil.

Em contato com o UOL Esporte, o advogado do Athletico, Gustavo Rocha, informou que o clube irá recorrer ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).

Presidente e clube foram condenados quatro vezes no mesmo artigo, o 223, por não reservar um local para os torcedores do Coritiba, não disponibilizar a carga de 10% de ingressos à torcida visitante, descumprir a liminar do TJD-PR para disponibilizar cinco pontos de venda de ingressos para os alviverdes e ainda impedir o uso do uniforme do arquirrival na Arena da Baixada. Com isso, os 90 dias de punição ao presidente foram multiplicados por quatro.

Antes do clássico, vencido pelo Coritiba por 2 a 1, o clube alviverde buscou na Justiça Desportiva o direito de receber 10% dos ingressos e uma área reservada para a torcida visitante. O Atlhetico, com apoio do Ministério Público (MP-PR), descumpriu a decisão do TJD e manteve o modelo chamado 'torcida humana'. Com isso, os torcedores do Coritiba foram obrigados a assistir ao jogo descaracterizados, e em meio aos rubro-negros.

Na prática, o modelo da 'torcida humana' consiste em torcedores de outras equipes que forem à Arena da Baixada não poderem entrar com a camisa de seus clubes e não terem um espaço reservado separadamente para acompanhar aos jogos.

O Athletico Paranaense argumenta que o modelo "torcida humana" vem funcionando bem desde o ano passado. Já de acordo com o MP, o formato com torcida única tenta reduzir a violência e otimizar o trabalho da Polícia Militar.

No clássico contra o Coritiba, porém, houve briga em terminal de ônibus, três detenções e confusões esparsas entre torcedores dentro do estádio do Athletico.

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