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Sem meta de medalha, COB aposta em comida como diferencial para Tóquio-2020

Delegação brasileira durante cerimônia de abertura da Rio-2016. - David Rogers/Getty Images
Delegação brasileira durante cerimônia de abertura da Rio-2016. Imagem: David Rogers/Getty Images

Leo Burlá

Do UOL, no Rio de Janeiro

23/07/2018 11h20

A dois anos para o início da Olimpíada de Tóquio-2020, o Comitê Olímpico do Brasil (COB) detalhou os planos da delegação verde e amarela para o evento que sucederá os Jogos do Rio de Janeiro.

Escaldado pela promessa não cumprida de terminar entre os 10 primeiros no Rio de Janeiro (ficou em 12º), o COB evitou estipular uma meta no quadro de medalhas. Um número, contudo, deverá ser tornado público, mas apenas na reta final do ano que vem.

"Questão da meta para os Jogos só iremos divulgar após 2019, depois do término dos mundiais. A performance melhor em Tóquio será um desafio enorme, só um país conseguiu isso (superar o desempenho em casa). Todo o investimento é para a melhora da qualidade das nossas equipes. Vamos avaliar nossa condição real de medalha em 2019", explicou Jorge Bichara, diretor de esportes do COB.

Como parte da preparação, o comitê fornecerá alimentação "brasileira" aos membros do Time Brasil. Em uma base próxima à Vila Olímpica, uma equipe de cozinheiros terá a missão de preparar comida tipicamente nacional, algo que o órgão entende como possível fator de desequilíbrio. A entidade pretende oferecer o mesmo serviço em todos os locais de aclimatação e treinamento. O órgão pretende estimular o engajamento da comunidade brasileira que reside no Japão.

"Teremos alimentação brasileira fornecida por nós. É um fator de influencia para muitos atletas. Vai estar disponível e será um fator diferencial  importante para nossa preparação.

"Alimentação é uma das prioridades para o projeto. Traz uma familiaridade, um "fator casa", será algo importante", completo Gustavo Harada,gerente geral de operações internacionais.

Para representar o esporte nacional, o COB estima que cerca de 250 atletas estejam presentes no Japão, número inferior aos 465 que competiram em casa. Serão seis bases de treinamento dentro do país-sede. Segundo números oficiais, R$ 153 milhões já foram injetados neste ciclo. Apenas com recursos da Lei Piva, o COB foi beneficiado com aproximadamente R$ 700 milhões entre os Jogos de Londres e do Rio. Não há um valor fechado em relação ao investimento total para o evento.

"Recursos sempre uma grande preocupação, mas a gente entende que  país passa por dificuldades econômicas. Após a Copa do Mundo, entendemos que as empresas voltarão os olhos para os Jogos de Tóquio", explicou Rogério Sampaio, diretor geral da entidade.

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