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Sob desconfiança, Hilton assume ministério e promete democratizar esporte

Reprodução/Facebook
Imagem: Reprodução/Facebook

Do UOL, no Rio de Janeiro

02/01/2015 12h06

George Hilton (PRB-MG) já está no comando do Ministério do Esporte. O pastor e deputado federal assumiu nesta sexta-feira (2) o controle da pasta após uma cerimônia na qual seu antecessor, Aldo Rebelo (PCdoB), lhe transmitiu oficialmente o cargo. Logo em seu primeiro discurso, inclusive, Hilton prometeu democratizar o esporte. "Assumo o compromisso de aperfeiçoar, ampliar e democratizar tudo o que tem sido feito no esporte no Brasil", afirmou.

O novo ministro disse ainda que pretende consultar atletas e os que estão ligados ao esporte para que eles possam colaborar com sua gestão. Também declarou que "vai dar atenção especial ao esporte social, de inclusão, e comunitário" e ao futebol feminino brasileiro.

Ao iniciar sua fala para uma plateia formada por dirigentes esportivos, Hilton destacou o trabalho de 12 anos de integrantes do PC do B (Partido Comunista do Brasil) no Ministério do Esporte e disse que a própria presidente Dilma Rousseff lhe pediu uma gestão de continuidade. Ele ainda falou em ampliar programas e parcerias e destacou sua intenção de aumentar a importância do esporte nas escolas.

"Quero intensificar parceria com o Ministério da Educação", afirmou o ministro. "O esporte escolar é o caminho para o desenvolvimento sustentável do esporte brasileiro."

No Ministério do Esporte, Hilton terá papel importante na preparação do Brasil para a Olimpíada de 2016, que será realizada no Rio de Janeiro. O Ministério do Esporte centraliza as decisões sobre o apoio a atletas de alto rendimento, os quais disputam vaga nos Jogos, e ainda é responsável pelo repasse de verbas necessárias para a construção de arenas olímpicas na capital fluminense.

Sobre a Rio-2016, aliás, Hilton comprometeu-se com o legado. "Eu me comprometo com o legado dos Jogos e quero que seja amplo, democrático, nacional e duradouro"

Desconfiança e críticas

A indicação de Hilton para o ministério despertou críticas da comunidade e esportiva e política. Na quinta-feira, a presidente Dilma deu posse a seus novos ministro. Hilton chegou a ser vaiado dentro do Palácio do Planalto. Gilberto Kassab (ministro das Cidades) e Kátia Abreu (Agricultura) também receberam vaiais. As mais vigorosas foram para Hilton.

Na segunda-feira passada, a indicação de Hilton também havia sido criticada pela organização não governamental Atletas pelo Brasil. A entidade divulgou na segunda-feira um comunicado no qual condena a escolha de Dilma para o ministério e disse que os esportistas do Brasil estão “envergonhados”.

"Exigimos muito mais respeito e cuidado com o que envolve o tema esporte no Brasil. O que está muito longe de acontecer quando constatamos os critérios, ou a falta deles, que foram usados para a escolha do novo ministro", escreveram. "A nomeação com critério unicamente político, na maior parte das vezes, traz consigo o aumento da ineficiência, descontinuidade da política, reinício de convencimentos e processos e tudo isso com custo aos cofres públicos."

Fazem parte do Atletas Pelo Brasil personalidades do esporte como Dunga, Kaká, Paulo André, Raí, Rogério Ceni, Rubens Barrichello, Bernardinho, Ana Moser, Oscar Schmidt, Hortência, Paula, Gustavo Borges, Fernando Scherer, Fernando Meligeni, Lars Grael e Torben Grael.

Em nota pública, o novo ministro chegou a dizer que estava sendo "perseguido". Declarou também que sua indicação estava servindo de argumento para a injusta e desleal luta política no país.

Nesta sexta-feira, ele agradeceu a confiança de Dilma Rousseff. Finalizou prometendo diálogo. "Sou um soldado da República que nunca fugiu aos desafios", disse ministro, que também é apresentador de TV e animador. "Cumpriremos nossa missão com humildade, transparência e acima de tudo muito diálogo."

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