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Novo presidente da WADA quer testes antidoping em cabelo de atletas

Do UOL, em São Paulo

01/01/2014 15h42

Craig Reedie, ex-presidente da Associação Olímpica Britânica, assumiu nesta quarta-feira o comando da Associação Mundial Antidoping (WADA), e já sinalizou com investimentos em novas tecnologias para prevenir o uso de substâncias proibidas pelos atletas. Ao jornal inglês The Guardian, Reedie afirmou que um novo fundo de 10 milhões de euros, criado pelo Comitê Olímpico Internacional, será aplicado em novas técnicas de teste.

Atualmente, os testes são feitos com base em amostras de sangue e urina, mas muitas drogas deixam resíduos por mais tempo nos cabelos, que devem passar a ser alvo dos laboratórios.

“Nós testamos em sangue e urina, mas agora vamos focar abordagens diferentes, como por exemplo um fio de cabelo. É algo muito excitante, que no passado teria um custo muito alto”, afirmou Reedie.

O novo mandatário afirmou que irá pedir auxílio ao governo de vários países que possam contribuir para fundo, e que é “ingênuo” acreditar que o doping no esporte vai, algum dia, desaparecer. Segundo o novo presidente, é preciso deixar no passado o escândalo envolvendo o cliclista Lance Armstrong, que teve revogados seus sete títulos do Tour de France devido ao doping, e olhar para o futuro.

“A maioria desses incidentes aconteceu há mais de dez anos. Foi uma história sensacional, mas acho que precisamos seguir em frente, e rápido. Há muito mais a ser feito, muito mais batalhas a serem enfrentandas” disse.

Reedie também lamentou a falta de um laboratório credenciado pela Wada no Brasil, durante a Copa do Mundo. O Ladetec, do Rio de Janeiro, era o único do país, mas teve sua credencial revogada. Apesar disso, o britânico acredita que é,sim, possível, enviar as amostras para um laboratório na Suíça durante o Mundial.

“A logística é mais complicada, mas não impossível. São entre 600 e 700 testes, a não 6 mil como ocorre em uma Olímpiada. Só é preciso ter certeza que haja um sistema no qual as amostras sejam enviadas à Suíça imediatamente”, finalizou.

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