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Serena Williams conta que quase morreu após parto: "6 dias de incerteza"

Serena Williams com a filha Alexis Olympia - Reprodução
Serena Williams com a filha Alexis Olympia Imagem: Reprodução

Do UOL, em São Paulo

20/02/2018 13h35

A tenista americana Serena Williams contou, em um texto publicado pelo site da emissora "CNN", como quase morreu após o parto de sua filha Alexis Olympia, há cinco meses. No relato, a tenista disse que se sente afortunada por ter conseguido dar à luz a uma menina saudável e ter ficado bem, apesar das complicações. 

“Eu quase morri depois de dar à luz minha filha, Olympia. No entanto, considero-me afortunada”, disse na abertura do artigo.

De acordo com Serena, a gravidez transcorreu dentro da normalidade, mas foi preciso fazer cesariana porque a frequência cardíaca de sua filha caiu drasticamente no momento das contrações.

A cirurgia foi realizada sem intercorrências, mas para a saúde da tenista as complicações começaram 24 horas depois, período que teve início o que ela chamou de "seis dias de incerteza".

“Embora eu tivesse tido uma gravidez muito tranquila, minha filha nasceu de cesariana na sala de emergência depois que sua frequência cardíaca caiu drasticamente durante as contrações. A cirurgia foi realizada sem problemas. Antes que eu soubesse, Olympia estava em meus braços. Foi a sensação mais incrível que já experimentei na minha vida. Mas o que aconteceu apenas 24 horas após o parto foram seis dias de incerteza”, disse.

A origem dos problemas enfrentados por Serena foi uma embolia. Depois de uma série de intercorrências, ela foi liberada para voltar para casa, mas passou as seis semanas seguintes de cama.

“Começou com uma embolia pulmonar, que é uma condição em que uma ou mais artérias nos pulmões são bloqueadas por um coágulo sanguíneo. Por causa do meu histórico médico com esse problema, vivo com medo dessa situação. Então, quando fiquei sem fôlego, não esperei um segundo para alertar as enfermeiras”, contou.

"Isso provocou uma série de problemas de saúde que tenho sorte de sobreviver. Primeiro, meu corte da cesariana abriu devido à tosse intensa que sofri como resultado da embolia. Voltei à cirurgia, onde os médicos encontraram um grande hematoma, inchaço de sangue coagulado, no meu abdômen. Então voltei à sala de operações para um procedimento que evitava que os coágulos fossem para meus pulmões. Quando finalmente cheguei em casa com a minha família, tive que passar as primeiras seis semanas de maternidade na cama”, completou.

Serena contou os detalhes das complicações para fazer um apelo para que todas as mulheres tenham acesso a um parto com a estrutura necessária para que complicações como a que sofreu sejam revertidas. 

"Agradeço por ter acesso a uma incrível equipe médica e enfermeiros em um hospital com equipamentos de ponta. Eles sabiam exatamente como lidar com essa complicada sequência de eventos. Se não fosse por seus cuidados profissionais, não estaria aqui hoje", disse.

"Toda mãe, em todos os lugares, independentemente da raça ou de sua situação, precisa ter uma gravidez e parto saudáveis. E você pode ajudar a tornar isso realidade", disse Serena, relembrando o caso de Mary, uma mulher negra no Malawi que andou quilômetros para chegar a um centro de saúde e perdeu o filho no parto. 

As complicações pós-parto atrasaram o retorno de Serena às quadras. Após dar à luz a filha Alexis Olympia Ohanian Jr. em setembro de 2017, ela voltou a jogar no fim de dezembro e perdeu uma partida de exibição contra a letã Jelena Ostapenko. Sem estar em sua melhor forma física, a ex-número um do mundo desistiu do Aberto da Austrália. Ela jogou na última semana uma partida de duplas pela Fed Cup.

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