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Surfista perde patrocínio após provocar acidente que matou sargento

Surfista Felipe Cesarano, o Felipe Gordo, causou acidente com morte de um sargento da Marinha - Reprodução/Instagram
Surfista Felipe Cesarano, o Felipe Gordo, causou acidente com morte de um sargento da Marinha Imagem: Reprodução/Instagram

Marcela Lemos

Colaboração para o UOL, no Rio de Janeiro

23/12/2020 21h43

O surfista de ondas grandes Felipe Cesarano perdeu um de seus principais patrocinadores após causar um acidente, que terminou com a morte de um sargento da Marinha, na zona sul do Rio de Janeiro, em 16 de dezembro.

A Rusty informou ontem que rompeu o patrocínio com o atleta que já durava pelo menos dez anos.

"Em reunião realizada hoje, foi decidido que devido aos acontecimentos recentes, a Rusty está encerrando o contrato de patrocínio com Felipe Cesarano". informou a marca, que comercializa pranchas e artigos de vestuário.

Apesar do anúncio sobre o fim da parceria, o site da empresa ainda mantém o "Gordo", como Cesarano é conhecido, na lista de embaixadores da marca.

"Free surfer apaixonado por ondas grandes e tubulares, é nome certo na lista dos mais atirados big riders mundiais", descreve a marca, sobre o atleta que ainda mantém outros patrocinadores.

Surfista vai responder em liberdade

Cesarano foi preso na manhã de 16 de dezembro, após provocar um acidente que terminou com a morte do sargento da Marinha Diego da Silva, de 36 anos. De acordo com informações preliminares, ele perdeu o controle do veículo, invadiu a pista contrária e chocou-se com um outro veículo - um carro oficial da Marinha.

Diego morreu na hora e o atleta teve ferimentos leves. O acidente ocorreu na Autoestrada Lagoa-Barra, em São Conrado, na zona sul do Rio. Cesarano foi conduzido para a delegacia e fez exame de alcoolemia, que deu positivo para embriaguez, segundo informações da Polícia Civil.

O atleta foi preso em flagrante e indiciado por homicídio culposo. No dia seguinte à prisão, a Justiça concedeu o direito de o atleta responder em liberdade. A decisão foi do juiz Alex Quaresma.

Na decisão, o magistrado destacou que o atleta é suspeito de homicídio culposo (sem intenção de matar), crime que não admite prisão preventiva. O juiz destacou ainda que Cesarano não tinha anotações criminais.

Apesar da liberdade provisória concedida, o surfista tem que cumprir medidas cautelares como comparecimento mensal ao juízo , proibição de frequentar bares, casas noturnas e quaisquer lugares que oferecem bebidas alcoólicas. Ele também teve o direito de dirigir suspenso.

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