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Brasileira diz que ida às Olimpíadas pode "mudar tudo" no surfe feminino

Tatiana Weston-Webb, de 23 anos - Divulgação
Tatiana Weston-Webb, de 23 anos Imagem: Divulgação

Mariana Gonzalez

Do UOL, em São Paulo

06/11/2019 19h04

Tatiana Weston-Webb, de 23 anos, será a primeira surfista a representar o Brasil nas Olimpíadas — a modalidade fará sua estreia na próxima edição dos Jogos Olímpicos, em 2020, em Tóquio. Em entrevista ao UOL, a atleta conta que a entrada do esporte na competição é um marco histórico e que pode "mudar tudo", especialmente no surfe feminino.

"Vai mudar tudo na vida do surfe feminino, agora virou um esporte olímpico e, para as meninas que estão começando a surfar agora, [o surfe] pode ser um caminho legal, dará a elas a chance de viver disso", disse, durante participação no evento da Semp TCL ontem, em São Paulo.

A surfista acredita que a igualdade de gênero no surfe avançou e não vê o o esporte como "masculino", especialmente depois que a World Surf League (WSL), organizadora do Circuito Mundial de Surfe, anunciou que premiaria igualmente atletas homens e mulheres, em maio deste ano.

"Não é mais [um esporte masculino]. Temos pagamentos iguais e estamos lutando para estar cada vez mais perto dos homens", afirma. Ela vê inclusive apoio dos homens na luta por igualdade no esporte.

Tatiana 1 - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação

Tatiana 2 - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação

"Sou brasileira, sinto isso no coração"

Tatiana tem nome brasileiro e sobrenome gringo — isso porque nasceu em Porto Alegre, mas cresceu no Havaí, com o pai britânico e a mãe gaúcha.

Apesar de ter aprendido a falar português há pouco tempo e ainda carregar forte sotaque, ela afirma que se sente sim brasileira e que o Brasil sempre esteve presente na sua vida.

"Minha mãe é brasileira, meu namorado é brasileiro, meu treinador é brasileiro", enumera. "Na infância, viajava para o Brasil quatro vezes por ano para ver a família. Sou brasileira de verdade e sinto isso no coração", disse, ao UOL.

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