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Mundial de Surfe vai equiparar premiação entre homens e mulheres em 2019

O brasileiro Gabriel Medina e a havaiana Carissa Moore - WSL / Sean Rowland
O brasileiro Gabriel Medina e a havaiana Carissa Moore Imagem: WSL / Sean Rowland

Do UOL, em São Paulo (SP)

05/09/2018 16h45

A World Surf League (WSL), organizadora do Circuito Mundial de Surfe, anunciou nesta quarta-feira (5) que homens e mulheres receberão o mesmo valor de premiação em torneios sob a chancela da entidade a partir de 2019.

A equiparação financeira por resultados era uma das reivindicações das atletas para diminuir a desigualdade de tratamento entre gêneros, situação ainda recorrente em grandes eventos esportivos.

"Estamos orgulhosos em anunciar que, em 2019, a equiparação da premiação em dinheiro entre homens e mulheres será contemplada em todos os eventos controlados pela WSL", informou a liga em seus perfis nas redes sociais.

Levando em consideração apenas a divisão de elite mundial, o brasileiro Gabriel Medina faturou US$ 100 mil (R$ 414 mil) pela conquista do título da etapa do Taiti, em agosto. Em torneio da mesma graduação, a norte-americana Courtney Conlogue embolsou US$ 65 mil (R$ 269,1 milhões) após vencer a final em Huntington Beach, na Califórnia, no mesmo mês.

“Esta é a mais recente de uma série de ações que a Liga se comprometeu trabalhar para nossas atletas do sexo feminino, desde competir na mesma qualidade de ondas que os homens, até melhores locações e mais apoio e investimento no surfe feminino”, afirmou Sophie Goldschmidt, CEO da WSL.

Competições de outras modalidades, como a Liga das Nações de Vôlei, recentemente adotaram a equiparação financeira dos torneios masculino e feminino. No tênis, em que a discussão sobre a igualdade de gênero é frequente, Grand Slams como Wimbledon e Roland Garros igualaram premiações há dez anos, embora haja distorção de valores em eventos de menor porte.

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