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Bicampeão, Medina admite que relaxou após 2014: "Este ano foi diferente"

Gabriel Medina beija o troféu antes de conceder entrevista coletiva em São Paulo - Karla Torralba/UOL
Gabriel Medina beija o troféu antes de conceder entrevista coletiva em São Paulo Imagem: Karla Torralba/UOL

Karla Torralba

Do UOL, em São Paulo

22/12/2018 15h23

Pouco tempo depois de desembarcar em São Paulo, Gabriel Medina deu entrevista coletiva neste sábado (22) para falar sobre a conquista do seu bicampeonato mundial. Durante o evento, o surfista admitiu que relaxou após 2014, ano em que se tornou o primeiro brasileiro a conquistar o título.

"Acho que em 2014 tudo que acontecia era novo, e querendo ou não depois eu dei uma relaxada, aproveitei mais a vida e aproveitei os momentos que tinha. Este ano foi diferente pela lição que tive de bater na trave. Eu me dediquei mais e lembrei de 2014, do que tinha feito e precisava. Este ano eu botei mais de mim e me dediquei mais. Faz diferença. Mesmo quando perdia, perdia surfando bem e queria muito isso", afirmou. 

O surfista recebeu a imprensa em um hotel localizado na zona sul de São Paulo. O evento, que contou com a presença de crianças do Instituto Gabriel Medina, começou com uma homenagem ao brasileiro. 

Gabriel Medina falou ainda sobre a rivalidade com os surfistas estrangeiros que aumenta a cada ano que brasileiros fazem boas temporadas. O bicampeão admitiu que há ciúmes dos gringos por causa do sucesso brasileiro. 

"O Brasil tem incomodado bastante lá fora. Outro dia conversei com Mick Fanning e ele cobrava uma nova geração da Austrália, porque apareceram poucos. Eles perguntam o que acontece que no Brasil apareceram muitos. Os gringos sentem a cada campeonato que passa e isso é bom", ressaltou. 

Ao falar sobre o surfe, o esportista afirmou que se sente um felizardo por trabalhar com o que gosta e que não sente que está sacrificando sua paixão pela modalidade por praticá-la profissionalmente.

"Para mim, o surfe sempre foi diversão, desde o começo. Uma hora da vida, tem que tomar decisão se é bom isso, e Deus me deu esse dom. É fácil trabalhar com surfe. Poucos podem trabalhar com o que gostam. Desde o começo minha vida foi diferente dos meus amigos que iam para o futebol. Eu tinha que dormir cedo e treinar, ter vida de atleta e ter dedicação", contou.

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