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Onde lutará o Hulk do Irã? Torneio de 'gigantes' é a melhor alternativa

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Imagem: Reprodução/Instagram

José Edgar de Matos

Do UOL, em São Paulo (SP)

26/02/2019 04h00

O desafio está feito. Sajad Gharibi, que se autodenomina o Hulk iraniano, quer lutar MMA e se negou a escolher adversário. "Estou pronto para lutar com você", escreveu no Instagram o homem de quase 1,90m e mais de 150 kg. Para entrar no cage, no entanto, o homem que se define como halterofilista enfrentaria resistência nos grandes eventos, mas tem na Polônia uma boa alternativa para realizar o desejo.

Embora combates com atletas superpesados ainda surjam nas memórias dos amantes das artes marciais mistas, em virtude de exibições icônicas como as promovidas por Bob Sapp no extinto Pride, a presença de "gigantes" se tornaram raras. No UFC, maior evento de MMA do planeta, o limite dos 120 kg é religiosamente respeitado na divisão dos pesados - ultrapassou a marca na balança, paga multa.

Na Polônia, entretanto, as regras são um pouco distintas ao da famosa marca presidida por Dana White nos Estados Unidos. O KSW coloca o peso acima dos 120 kg dentro das categorias disponíveis para combates, logo no segundo item de regras. Na teoria, portanto, o cenário ideal para o Hulk iraniano.

As artes marciais mistas nasceram com o objetivo de colocar frente a frente atletas de modalidades diferentes. Nos primórdios do UFC mesmo, lutadores leves encaravam pesados. No Pride, Bob Sapp, que pesava 170 kg, dividiu o ringue com Minotauro, 65 kg mais leve, em um combate considerado icônico na Era do profissionalismo do MMA.

Atletas com o perfil de Gharibi são raros em um esporte que exige tanto do lado físico e cada vez mais se preocupa em colocar em combate atletas de perfil físico semelhante - divisão de categorias e, como citado anteriormente, multas pesadas para quem ultrapassa os limites de peso.

Caso queira realmente levar a sério o plano de entrar em um ringue de lutas, o KSW surge como ideal para o Hulk iraniano. Estar aberta para combates entre superpesados, devidamente regulamentado nas regras do evento, e ter relevância no cenário europeu fornece espaço para Gharbi, que ganhou repercussão pela forma física avantajada nas redes sociais.

Gharbi também surge com potencial de marketing para o KSW, evento que chegou a reunir nomes como Alexander Gustafsson, o brasileiro Rousimar Toquinho e o próprio Bob Sapp, que, em 2012, encarou o polonês Mariusz Pudzianowski, cinco vezes eleito o "homem mais forte do mundo". 

Regras KSW - Reprodução - Reprodução
Livro de regras do KSW cita a categoria dos Superpesados entre as disponíveis para lutas
Imagem: Reprodução

Dono de 426 mil seguidores no Instagram, Gharbi virou notícia em todo o planeta desde que entrou nas redes sociais. Depois de se voluntariar em entrevista à BBC para lutar ao lado das forças armadas iranianas na Guerra da Síria, agora o Hulk iraniano entrou no radar dos promotores de evento de MMA. 

Mídia e perfil de atleta, ele tem, principalmente para um evento como o KSW, um dos últimos a reunir "gigantes" e ter dentro das próprias regras uma categoria para quem passou dos 120 kg. Bastam um voo de 12h de Teerã para Varsóvia e uma proposta vantajosa para, no evento dos "grandões", o Hulk iraniano testar sua habilidade nas artes marciais mistas.

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