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Presidente do Santos explica negócio com o Huachipato por Soteldo; entenda

22/10/2020 04h03

O presidente em exercício do Santos, Orlando Rollo, celebrou a aprovação do Conselho Deliberativo para a proposta de aquisição de 50% dos direitos econômicos do atacante Soteldo vinda do Huachipato (CHI), clube no qual o Peixe garimpou o jogador, no início de 2019, e explicou os detalhes que dificultaram a negociação com os chilenos.

- É situação pontual. Conselheiros entenderam que Santos tem que ser salvo aos poucos. Hamburgo, Huachipato e depois Atlético Nacional. Alguns conselheiros vieram com soluções inexequíveis. Adiantamentos, vendas de jogadores sem proposta. Se demorássemos, perderíamos o atleta de graça na próxima janela. Coube a nós passar de maneira cristalina aos conselheiros a implicação da situação de não conseguir liberar o transfer ban do Huachipato - disse o Rollo à imprensa após a reunião do Conselho Deliberativo realizada nesta quarta-feira (21).

Os times do Chile acionou o Peixe na Fifa cobrando 3,5 milhões de dólares pelo não pagamento pelo jogador, inclusive a sanção impedia o Alvinegro de registar novos atletas. Com o acordo, a punição cairia, a equipe do Chile pagaria diretamente ao venezuelano R$ 1,2 milhão, referente a débitos que o Santos tem com a atleta por atraso de salários e direitos de imagem, além do jogador seguir vestindo a camisa santista até chegar uma proposta que agrade o Huachipato (CHI) e ele próprio.

Na prática, o Santos segue tendo 100% dos direitos federativos de Soteldo, com ele atuando por empréstimo pelo clube enquanto os chilenos voltam a ter a integralidade dos direitos econômicos do atleta. Em uma futura venda acima de 8 milhões de dólares, o Peixe ainda teria direito a 10% da quantia superior ao valor mínimo. Por exemplo, se na próxima janela de transferência Soteldo foi vendido por 20 milhões de dólares, o Santos teria direito a 10% acima de 12 milhões.

Ainda que o negócio tenha avançado no Conselho, Rollo não vê a situação com o "martelo batido", ainda pensa em alinhar algumas questões com o clube chileno, entre elas a possibilidade de uma cláusula que impeça ou dificulte que em um futuro Soteldo seja negociado com um rival nacional.

- Não é porque aprovamos que está resolvido. Amanhã voltamos à mesa de negociações, trazendo os pontos aprovados hoje pelo Conselho. As negociações são dinâmicas, mudam de minuto para outro. Pode ser que amanhã o Huachipato queira colocar uma cláusula a mais e volta do zero. Hoje tivemos aval de prosseguir a negociação nos itens de um pré-acordo. O mais importante foi que conseguimos manter o Soteldo. Santos detém os direitos federativos em 100%. Transferimos 50% dos econômicos. Vamos mantê-lo jogando talvez até por um tempo maior que possamos imaginar - falou Orlando.

- A gente estuda colocar essa cláusula no contrato, mas não é certo. Nem precisaríamos trazer ao Conselho por não ser prejudicial, seria benéfica - acrescentou.

O presidente disse também que em reunião realizada antes do encontro com os Conselheiros, o atacante e os seus representantes foram favoráveis a proposta, ainda que ainda não tenham formalizado o "sim".

- Negociações mudam muito em segundos às vezes. Mas está tudo bem encaminhado, Soteldo quer ficar e a gente quer ele. A maior vitória de hoje foi manter o Soteldo. E vamos lutar para tirar as restrições da Fifa - afirmou o presidente.

Firmado o acordo com o Huachipato (CHI), a gestão santista tirará das costas as duas principais pendências financeiras a curto prazo: o Hamburgo, pago há cerca de duas semanas, e agora com o Huachipato (CHI). Juntas, as ações dos dois clubes contra o Peixe chegavam no valor de R$ 35 milhões.

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