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Fortaleza inicia Brasileirão como referência em gestão, mas mantém discurso realista

07/08/2020 11h20

O Fortaleza ficou 11 anos sem participar da elite da Série A entre 2007 e 2018. Desde então, no comando do presidente Marcelo Paz, o clube tornou-se referência em gestão e caminha"'apenas" para seu segundo ano consecutivo na elite do futebol nacional - em 2019 terminou na nona colocação.

Apesar do crescimento dentro e fora de campo, o mandatário mantém o discurso realista e afirma que a meta para esta temporada é se manter na primeira divisão.

- A nossa meta é permanecer na Série A para 2021. Se isso for conquistado, vamos cumprir o nosso planejamento estratégico. Assim que isso for alcançado, firmando o nome do Fortaleza na Série A, poderemos pensar em objetivos futuros - afirma.

Ao longo de 2019 e deste ano, o Fortaleza foi apontado por estudos diversos e especialistas como um dos clubes de melhor gestão do país, fato este enaltecido mais uma vez pelo presidente do Leão do Pici:

- Fico honrado em ver o Fortaleza ser reconhecido como um dos clubes mais organizado do país. É um trabalho de muitos anos, nada acontece por acaso. Profissionalizamos a gestão do clube, colocando metas, agindo com razão, entendendo a importância do torcedor em todo o processo. A busca pelo equilíbrio financeiro foi um dos maiores desafios que enfrentamos no clube. Por isso eu volto a repetir: acredito que precisamos firmar nosso nome na primeira divisão para depois pensar em algo a mais, sempre com os pés no chão e pensando no clube.

No começo do mês de junho deste ano, ainda nos primeiros meses de pandemia, o presidente do Leão escreveu um artigo com o nome 'A bola vai rolar diferente', enumerando alguns itens que iriam impactar profundamente os clubes na volta do futebol, como a inatividade dos jogadores, ausência do torcedor, número de substituições e calendário apertado, além de todas as questões financeiras.

Passados dois meses desde que ele foi escrito, ele mantém o que havia falado anteriormente:

- Todas as dificuldades apontadas no artigo ainda permanecem. As influências pós-pandemia vão entrar em campo, muita coisa mudou. Seja pela torcida ou pelas substituições, vamos ter que se adaptar a tudo isso. As receitas continuam menores, a mudança de postura de comportamento de atletas e arbitragem por não ter torcida, aperto do calendário, cinco substituições que influenciam muito na forma do jogo. Tudo isso entra dentro de campo e muda o cenário. A bola vai rolar diferente e quem se adaptar melhor, levará vantagem.

Por fim, apesar de confiar em uma boa campanha do clube na disputa deste ano, Marcelo Paz aponta a logística com viagem e sequência apertada de partidas como mais um diferencial que pesa contra a equipe:

- A logística é uma grande dificuldade, somos o clube que mais vai se deslocar dentre os 20 da Série A, com mais de 80 mil km, até quatro vezes mais que algumas equipes da competição. Além disso, vamos ter uma sequência complicada logo no início do Campeonato Brasileiro. Somos o único time que vai jogar nos dias 13, 16, 19 e 22, sendo três partidas fora de casa nas primeiras quatro rodadas.

- A equipe vai ter que se adaptar a essa nova rotina e conquistar pontos importantes para nossa campanha. Existe uma grande expectativa pela nossa colocação ano passado, mas aquela nona posição não nos garante nada esse ano, nosso orçamento segue sendo um dos menores da competição e isso pode afetar nossa performance. Esse novo cenário nos causa uma dúvida, as competições que estão em andamento são regionais, os clubes não fazem grandes deslocamentos, e agora vai ser totalmente diferente, é um todo novo. A equipe que se adaptar melhor vai conseguir êxito, a expectativa é para esse novo "normal" que vamos viver - finalizou o mandatário.

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