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São Paulo fortalece comissão técnica de Jardine e contrata 'pacotão'

Carlinhos Neves é um dos preparadores físicos do São Paulo - Rubens Chiri/saopaulofc.net
Carlinhos Neves é um dos preparadores físicos do São Paulo Imagem: Rubens Chiri/saopaulofc.net

17/01/2019 10h07

O São Paulo concluiu, após o quinto lugar no Brasileirão de 2018, que era preciso reforçar não só o grupo de jogadores, mas também a estrutura de trabalho do CT da Barra Funda. Ao mesmo tempo em que se mexeu para contratar atletas como Hernanes, Pablo e Tiago Volpi, a diretoria foi ao mercado para fortalecer a comissão técnica.

São cinco novos profissionais trabalhando no dia a dia: os preparadores físicos Carlinhos Neves e Wellington Valquer, o auxiliar-técnico Sandro Forner, o coordenador técnico Vagner Mancini e o analista de desempenho Carlos Vargas.

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VELHOS CONHECIDOS NA PREPARAÇÃO FÍSICA

Carlinhos Neves e Wellington Valquer integraram a comissão técnica na última era vitoriosa do Tricolor, foram campeões mundiais em 2005 e retornaram agora para cuidar do físico do elenco ao lado de Pedro Campos e Henrique Martins, que já estavam no clube.

Carlinhos foi contratado ainda no fim do ano passado por Raí, diretor de futebol, que trabalhou com ele nos tempos de jogador e foi buscá-lo não só para chefiar a preparação física, mas também para ser um dos elos entre elenco, comissão técnica e diretoria, tamanha a confiança depositada nele.

Por indicação de Carlinhos, o Tricolor recontratou Wellington Valquer nesta semana. Ele foi demitido por Juvenal Juvêncio em 2011 em meio a uma reformulação do corpo de funcionários, mas sempre teve seu trabalho elogiado internamente. Na época, ocupava o cargo de analista de desempenho, que não tinha as mesmas atribuições de hoje (scout e observação de mercado) e era mais voltado para preparação física e fisiologia.

Durante a maior parte do ano passado, o principal preparador físico do São Paulo era Fernando Piñatares, integrante da comissão técnica de Diego Aguirre que deixou o clube junto com o uruguaio. Ter um membro da comissão fixa do clube coordenando o setor, caso de Carlinhos Neves, evita transtornos em caso de troca de treinador e facilita o trabalho integrado com profissionais como o coordenador científico Altamiro Bottino, contratado em 2017 com a missão de colher e confrontar informações de todas as áreas do futebol para uso na melhoria de performance dos atletas.

AUXILIAR É INDICAÇÃO DE JARDINE

A diretoria deu a André Jardine a possibilidade de indicar um auxiliar-técnico de sua confiança. O treinador escolheu o ex-zagueiro Sandro Forner. Os dois se aproximaram durante um curso da CBF, no fim ano, e Sandro já tem chamado a atenção por trabalhar mais diretamente com os atletas de defesa.

MANCINI SUBSTITUI RICARDO ROCHA

Vagner Mancini, treinador até o ano passado, foi selecionado por Raí para substituir Ricardo Rocha como coordenador técnico. Inicialmente, o clube decidiu que não seria necessário contratar ninguém para esta função porque Carlinhos Neves poderia ajudar na comunicação entre atletas, membros da comissão e diretoria, mas o cargo acabou ganhando atribuições maiores. Mancini será responsável pela sistematização de metodologias e processos internos, participará da integração entre profissional e base e supervisionará a análise de desempenho e de mercado.

O departamento de análise de desempenho, por sinal, já recebe atenção especial do Tricolor há algum tempo. Carlos Vargas, que estava no Corinthians, foi contratado em novembro de 2018 para auxiliar Romildo Lopes, Luis Felipe Batista e Raony Thadeu. Os dois últimos, aliás, se revezaram como auxiliares de campo de Jardine na reta final do Brasileirão e foram enviados pelo clube à Inglaterra no fim do ano para intercâmbio e aprimoramento.

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