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Moisés no sacrifício, improvisações... Felipão exalta empate no Maracanã

27/10/2018 22h25

Luiz Felipe Scolari deixou o Maracanã satisfeito com o 1 a 1 diante do Flamengo. O resultado mantém o adversário, segundo colocado, a quatro pontos do Palmeiras, líder do Campeonato Brasileiro. E veio em uma partida na qual o técnico não pôde contar com Mayke, Bruno Henrique, Lucas Lima e Deyverson, suspensos, e Marcos Rocha, Jean e Artur, machucados.

Por conta dos problemas, Felipão precisou utilizar jogadores abaixo das melhores condições físicas, como Moisés, que substituiu Felipe Melo, extremamente desgastado, aos 15 minutos do segundo tempo, e Willian, que entrou no lugar de Guerra aos dez da etapa final. Mais complicadores que valorizam o resultado deste sábado para o Verdão.

- Nos últimos 85 dias, jogamos 24 jogos. Isso equivale a cada três dia um jogo. Tem momento que não dá para cobrar mais dos atletas e do grupo. Posso dizer que foi espetacular o jogo pela entrega, laterais improvisados, jogadores sem condições, como Moisés e Willian. Fizemos isso porque precisávamos de um ponto para seguir na briga pelo campeonato. Treinamos, inclusive, com o Victor pela direita, o Diogo pela esquerda. Depois, treinamos um pouco o Thiago, mas tínhamos a dificuldade do Moisés, que tinha um esforço muito grande. Foi o que improvisamos muito bem - disse o técnico.

- O Flamengo tem provavelmente uns quatro, cinco jogos a menos que nós. É uma equipe altamente qualificada, trabalha bem a bola. Precisamos valorizar, sim, esse ponto que conquistamos e podemos levar essa condição para as definições do Campeonato Brasileiro. O título, provavelmente, será definido nas últimas três rodadas. Depende de como as coisas continuarem na Libertadores. O foco era o jogo de hoje, precisamos pensar em Libertadores apenas amanhã. Vamos tentar reverter o jogo com a entrega e a presença do torcedor.

O Palmeiras enfrenta o Boca Juniors, no Allianz Parque, às 21h45 de quarta-feira, com a missão de reverter a derrota por 2 a 0 na ida das semifinais da Libertadores, na Bombonera. Pelo Brasileiro, o próximo compromisso é no sábado, às 19h, contra o Santos, também no Allianz Parque.

Veja outros temas abordados por Felipão em sua entrevista neste sábado:

Lesões e mudanças na equipe

São os cartões, a gente tem que ir adaptando. Temos que ver os jogadores que podem dar um pouco mais. Temos a recuperação do Marcos Rocha, do Jean, que ficou muito bravo porque não veio aqui jogar. A gente tem que ir adaptando. Voltam alguns jogadores, e não podemos esquecer que temos um julgamento daqui a alguns dias que envolve o Mayke e o Diogo. A gente vai ver, e vamos jogar jogo a jogo. Não ganhamos, mas também não perdemos. Agora temos que ver com que vamos jogar no jogo de quarta.

Tática da equipe

Vou para o quadro negro e fico lá brigando com eles. No quadro negro, é muito fácil, é só riscar. A gente tem treinado taticamente o que dá pra fazer, não é algo muito produtivo, mas a gente monta uma equipe produtiva. O jogo do Santos é no sábado, mas antes tem quarta-feira, e temos a ideia de passar. Vamos sair daqui com a sensação de dever cumprido e agora vamos pensar na quarta.

Desempenho do time

Depois que assumimos a gente teve uma performance muito boa com as equipes da oitava posição para cima. O principal é não ter um bom desempenho com essas equipes e não ter um bom desempenho com as equipes da parte de baixo, porque vale três pontos da mesma forma. O jogo que eu mais temia não era o de hoje, era o do Ceará, que tem um bom time, venceu o Cruzeiro em Minas. É uma maravilha jogar no Maracanã com 60 mil pessoas. O que preocupa são os jogos contra as equipes lá de baixo que as equipes não dão o devido valor.

Título do Brasileiro sub-20

Quem eu gosto muito, que é um jogador de vila, é o Papagaio. Sabe aquele jogador estilo Serginho Chulapa? Eu gosto muito. Tem um menino que joga de lateral-esquerdo, que é o Luan; Outro que eu pretendo subir ainda, o Yan. Mas não dá para colocar esses meninos para jogar no Maracanã. O trabalho do Alexandre com o departamento de base é muito bom, mas requer mais tempo. Os meninos vão recebendo oportunidades, mas a medida que der nos vamos colocando de algum jeito.

Objetivos no Palmeiras

Não esperava voltar ao Brasil, não tinha essa pretensão. Tanto que meu acerto seria com o pessoal da China ou com a Seleção Paraguaia, com quem eu já tinha marcado um encontro. Mas surgiu a oportunidade do Palmeiras, eu tenho um ambiente muito familiar aqui, vivi muito tempo aqui. Quando o convite veio, eu pensei e resolvi aceitar. O Palmeiras tem um grupo de trabalho muito bom, com uma modernidade. Esses jogadores foram que eu tinha conhecimento e sabia que poderia fazer um bom trabalho com eles. Estou feliz por ter voltado ao Palmeiras, meu time do coração, e vamos tentar brigar por pelo menos um título nesse ano. No Brasil, bom trabalho é título, e não estamos conseguindo isso ainda. Perdemos na Copa do Brasil e podemos perder na Libertadores, por isso que precisamos brigar no Brasileiro.

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