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Boa fase de Gabigol e variação no ataque: os trunfos do Santos no Sul

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23/10/2018 06h30

O empate com o Internacional por 2 a 2, na última segunda-feira, pode não ter sido o resultado dos sonhos para o Santos, que contava com uma vitória para colar no Atlético-MG, o sexto colocado na tabela. No entanto, ao ficar duas vezes atrás no placar e conseguir buscar o empate nas duas ocasiões, Cuca e seus comandados mostraram virtudes no Beira-Rio ao ter atuação desse nível contra um dos adversários mais difíceis do campeonato.

Um dos trunfos de Cuca em Porto Alegre foi a variação tática dos homens de ataque, que confundiram demais a marcação do Inter, abrindo espaços na defesa e proporcionando oportunidades que acabaram sendo aproveitadas da melhor maneira possível, principalmente com Gabigol, ponto essencial dessas artimanhas do comandante.

Com Bruno Henrique pela ponta esquerda, Rodrygo mais centralizado e Gabigol se descolando da ponta direita para o meio, Cuca iniciou a partida em cima dos gaúchos, marcando de forma adiantada na defesa adversária. Por essa estratégia, os santistas levaram perigo e até sofrer o primeiro gol eram melhores na partida.

Os três já tinham uma movimentação complicada de ser marcada no primeiro, pois poderiam jogar em qualquer uma das três posições de ataque, inclusive com Bruno Henrique fazendo as vezes de centroavante, Gabriel pela esquerda e Rodrygo pela direita. No entanto, foi no segundo tempo que isso se intensificou e atingiu os objetivos, recebendo o apoio mais constante de Carlos Sánchez.

Foi em uma trama pelo lado direito, com Bruno Henrique, Sánchez e Gabigol bem próximos que o primeiro gol de empate saiu. O camisa 10, com todo o seu talento, finalizou para fazer uma belíssima pintura de pé esquerdo. Mérito também da variação que trouxe peças importantes para explorarem juntas as deficiências da defesa adversária.

No segundo tento, Victor Ferraz se aproximou do ataque e lançou Bruno Henrique, dentro da área, como referência. O camisa 11 ajeitou para Gabigol, que finalizou de pé direito e contou com um vacilo de Marcelo Lomba, e com a trapalhada de Fabiano para a bola entrar e empatar novamente o duelo. Outra vez a variação trouxe resultado e ludibriou a zaga gaúcha.

Fator negativo desse estilo de jogo é uma aparente limitação na movimentação de Rodrygo, que tem tido dificuldade para encontrar espaços para que possa explorar sua velocidade e sua habilidade. Mesmo que sua presença já traga preocupação para o adversário, tem faltado o brilho que desfilava nos meses anteriores. Ele está há 12 partidas sem balançar a rede pelo Santos.

Contra o Fluminense, no próximo sábado, na Vila Belmiro, Cuca só precisará mexer na dupla de zaga titular, que está suspensa, mas deverá voltar a apostar em suas outras nove peças preferidas, explorando cada vez mais essa movimentação dos atacantes e a ótima fase de Gabigol.

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