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Análise: com um a menos, Palmeiras precisa ainda mais de Dudu

Daniel Vorley/AGIF
Imagem: Daniel Vorley/AGIF

22/10/2018 06h30

Bruno Henrique foi o nome positivo da vitória do Palmeiras por 2 a 1 sobre o Ceará, fazendo os dois gols. Deyverson merece a menção negativa, pela expulsão que deixou o time durante todo o segundo tempo. E foi nesse momento de inferioridade numérica que o grande jogador da equipe saiu do banco para garantir os três pontos, mesmo sem balançar as redes ou dar assistência: Dudu.

Como já tinha ocorrido na derrota por 1 a 0 para o Cerro Porteño, em 30 de agosto, pelas oitavas de final da Libertadores, quando Felipe Melo recebeu cartão vermelho com três minutos de jogo, Dudu apareceu para prender a bola e diminuir os prejuízos causados por uma expulsão. O atacante, que é o líder de assistências no Brasileiro (dez), tem também a capacidade de tomar a partida para si e controlá-la como o time precisa.

Deyverson levou o vermelho aos 45 minutos do primeiro tempo, em lance que demorou tanto, já que teve até o técnico Lisca, do Ceará, expulso, que Luiz Felipe Scolari ajeitou o time na conversa como deu para os acréscimos. Pediu para Lucas Lima se aproximar mais dos volantes e contou com Willian e Hyoran para levar a bola para longe da área de Weverton sempre que possível.

A estratégia se manteve depois do intervalo, mas o Verdão teve minutos de desajuste tático. Tanto que Victor Luis subiu para ajudar Lucas Lima em uma jogada de ataque e o Palmeiras, com um a menos, ganhando por 2 a 0, conseguiu sofrer um gol de contra-ataque, permitindo a Arthur Cabral descontar para o Ceará, aos nove minutos do segundo tempo.

O clube nordestino se encheu de esperança e Felipão logo chamou Dudu para substituir Hyoran, então intensamente vaiado pela torcida por acumular erros. Dudu entrou aos 13 minutos. Logo em seu primeiro lance, o atacante pegou uma bola na ponta direita e já esticou o braço, para se proteger do choque de um adversário que estava distante, mas, ao mesmo tempo, o chamando para perto. Era exatamente a sua função para garantir a vitória.

A partir daí, o que se viu no segundo tempo foi Dudu ir ao campo de defesa para dominar a bola e sair limpando qualquer jogador do Ceará que visse pela frente. Erguia a cabeça para ver se o intensamente desgastado Willian estava pronto para receber o passe. Se não estivesse lá, era partir para receber falta ou prender a bola na linha de fundo. Gastando a bola e o tempo.

O Verdão trabalhou taticamente para impor sua superioridade técnica ainda no primeiro tempo. Acertou trocas de passes para conter o ânimo do Ceará nos primeiros minutos e teve Bruno Henrique, novamente, como o homem que dá equilíbrio na transição da defesa para o ataque, inclusive fazendo os dois gols. Mas, quando somente a tática não dá jeito e as pernas cansam, não é mais hora de poupar Dudu. Como ficou provado mais uma vez.

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