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Elenco e Cuca preferem a Vila, mas renda no Pacaembu é quase 4 vezes maior

Ale Cabral/Agif
Imagem: Ale Cabral/Agif

28/09/2018 12h42

Desde a chegada de Cuca ao Santos, o elenco parou de medir as palavras e passou a deixar claro o desejo de jogar na Vila Belmiro, e não no Pacaembu, as partidas como mandante. O próprio técnico diz que o Peixe joga pior na capital do que na Baixada.

A questão, porém, não é tão simples. Uma das metas da diretoria é aumentar o número de associados e beneficiar também o torcedor que não vive em Santos.

Além disso, a renda em São Paulo é quase quatro vezes maior do que na Vila e o público quase três vezes maior.

Público médio no Pacaembu: 18.336 pagantes.

Renda média no Pacaembu: R$ 619.027,70.

Público médio na Vila Belmiro: 7.509 pagantes.

Renda média na Vila Belmiro: R$ 176.675,18

"Joguei no Pacaembu contra Independiente, Grêmio e Vasco. Nós não conseguimos, em nenhum dos três jogos, fazer jogos bons, como fazemos na Vila. Temos de buscar o motivo disso. Temos de jogar bem aqui também. Hoje, qualquer coisa que você venha a falar você pode prejudicar qualquer situação, então quero me abster disso, não quero me envolver nisso, nosso presidente sabe o que é melhor para nós, sabe a ideia dos jogadores, sabe a ideia da comissão técnica e ele vai resolver o que é melhor para o Santos", ponderou Cuca, quando questionado sobre o dilema.

Aproveitamento no Pacaembu: 45%

Três vitórias

Seis empates

Duas derrotas

Aproveitamento na Vila Belmiro: 54%

Oito vitórias

Quatro empates

Cinco derrotas

"Acho que a gente sabe, todo mundo já comentou isso, faz muito tempo essa história de Pacaembu e Vila. Acho que todos os jogadores preferem jogar na Vila Belmiro. O Santos tem uma casa e somos de Santos. Então creio eu que a maioria gosta de jogar na Vila Belmiro como aqui (no Pacaembu). Acho que isso não é parte nossa que a gente tem que falar. É uma parte do presidente com o professor", disse o atacante Gabriel, após o empate com o Vasco.

O próximo jogo do Santos no Pacaembu está marcado para o dia 13 de outubro e trata-se do clássico contra o Corinthians. O departamento de marketing do clube trabalha desde junho com representantes da torcida para preparar um mosaico no estádio. Em uma das reuniões, inclusive, o presidente José Carlos Peres e o vice Orlando Rollo estiveram juntos, ao lado do executivo Marcelo Frazão, no escritório do Peixe em São Paulo.

Especificamente sobre o jogo contra o Corinthians, chegou a ser criado até um impasse. Já que Cuca pediu para que a partida fosse mudada para a Vila Belmiro e no dia seguinte o Peixe retificou em seu site oficial o clássico para a capital paulista. Na visão da diretoria, é preciso que esse jogo aconteça em São Paulo não só pela possibilidade de grande captação de renda e público, mas também porque sempre há uma dificuldade maior em trazer jogos grandes para a capital junto a CBF.

Com um vasto mercado a ser explorado em São Paulo, a ideia da diretoria é tentar manter ao menos um fluxo de 60/40 na divisão dos jogos. Isto é, 60% deles na Vila Belmiro e outros 40% no Pacaembu, posto o claro desejo do elenco em evitar a viagem à capital. O problema é que neste sábado o clube terá o impeachment de Peres votado na Vila Belmiro. Portanto, neste momento, o futuro é incerto.

Vale lembrar que quem assume a presidência em caso de impedimento é o vice Orlando Rollo. Eleitos no fim do ano passado, Peres e Rollo tinham como uma das promessas de campanha mais fortes a divisão igualitária de jogos entre Santos e São Paulo, aproximando o público da capital.

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