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Postura e substituições: o que o Fla leva do empate amargo em Minas

27/08/2018 08h00

Para conquistar o título do Campeonato Brasileiro, o Flamengo não pode se dar ao luxo de perder pontos como no empate com o América-MG, em Minas. Duas vezes na frente do placar, o Rubro-Negro já não fazia seu melhor jogo. E ainda foi castigado no final, com o empate tardio, consequente da pressão do Coelho - pela expulsão de Cuéllar - aliada as substituições de Maurício Barbieri.

Quatro pontos atrás do São Paulo, o Rubro-Negro deu espaços para o Coelho, que, inclusive, jogava melhor antes de sofrer o primeiro gol. Léo Duarte - que vinha muito bem - fez, provavelmente, seu pior jogo na temporada, sendo antecipado por Rafael Moura no primeiro gol e cometendo a falta do segundo.

Além dos problemas técnicos, as substituições de Barbieri refletiram a postura defensiva do Flamengo na parte final do jogo. Além de abrir mão de Vitinho, o comandante rubro-negro preferiu colocar Rhodolfo, chamando ainda mais o América-MG para o seu campo. Acuado, o Rubro-Negro foi castigado no final, com Gerson Magrão cabeceando completamente sozinho, na área, o rebote.

Se muitos jogadores estiveram abaixo do esperado, o destaque positivo fica por conta de Everton Ribeiro, que fez um dos seus melhores jogos pelo Fla. Além do gol de cabeça e da bela assistência para Paquetá, o meia apareceu em todas as partes do campo, se esforçando na marcação quando a equipe sofria.

Era uma partida para conquistar os três pontos. O Flamengo assumiria a vice-liderança do Brasileirão e ficaria ainda mais próximo do São Paulo, que ganha uma rodada de vantagem sobre o Rubro-Negro. E isto fará falta no final. Agora, o compromisso é pela Libertadores. E os problemas defensivos precisam ser corrigidos se a equipe de Barbieri quer reverter o placar adverso contra o Cruzeiro, em pleno Mineirão. Um desafio e tanto que espera o Flamengo, que se coloca ainda mais pressionado após o tropeço dentro do Independência.

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