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Wendell fala sobre quinto ano na Bundesliga e seleção Brasileira

Patrik Stollarz/AFP Photo
Imagem: Patrik Stollarz/AFP Photo

25/08/2018 07h30

A Bundesliga já teve seu pontapé inicial nesta sexta, com o jogo entre Bayern de Munique e Hoffenheim. No entanto, outro grande clube estreia neste sábado. O Bayer Leverkusen começa sua caminhada no Campeonato Alemão frente ao Borussia Monchengladbach, fora de casa.

Tradicional no cenário nacional, o Leverkusen conta com o lateral-esquerdo brasileiro Wendell, que vai para sua quinta temporada vestindo a camisa do clube. O jogador, que já foi convocado para a seleção brasileira, conversou com o LANCE! sobre o que espera para esta nova jornada com os leões rubro-negros.

"A expectativa é a melhor possível, até porque no ano passado nós fizemos uma excelente temporada. Para ter uma ideia, os quatro primeiros da Bundesliga conseguem a vaga para a Liga dos Campeões e a gente terminou com a mesma pontuação do Hoffenheim, terceiro colocado, mas, por critérios de desempate, acabamos ficando em quinto e garantimos vaga na Liga Europa, que também é muito bacana. Este ano a gente quer repetir o mesmo desempenho da temporada passada e, se Deus quiser, brigar por uma vaga na Champions e pelo título", afirmou.

Como é de praxe, o Bayern de Munique é o time a ser batido e o grande favorito a conquistar mais uma vez a salva de prata. O clube da Baviera criou uma dinastia com seis títulos consecutivos da Bundesliga. Segundo Wendell, a sequência vencedora dos Bávaros serve de combustível para a competitividade dos outros times da liga.

"É bem complicado (parar o Bayern) por várias questões. Eles têm um elenco muito forte e não é fácil jogar contra, mas isso também nos motiva a tentar quebrar essa sequência de títulos. Não só a gente, mas a todos os outros clubes da Bundesliga", declarou.

Além de Wendell, outros 13 jogadores brasileiros estão pisando nos gramados alemães. Com destaque para o lateral Rafinha, do Bayern de Munique, e para o zagueiro Naldo, do Schalke 04, que jogam em seus respectivos clubes há 13 temporadas.

Há cinco temporadas na Alemanha, o brasileiro tem 147 jogos oficiais pelo Bayer Leverkusen. Formado no futebol paranaense, mas com boa passagem pelo Grêmio, o jogador afirmou que teve dificuldades no início de sua jornada, mas que hoje, experiente, tira de letra a questão do idioma e do estilo do futebol, diferente do que é praticado no Brasil.

"Realmente, a língua não é das mais fáceis (risos), mas confesso que me adaptei bem. Desde o começo da minha história aqui, fui muito bem tratado por todos e isso me ajudou demais. Eu ainda não falo fluente, mas me viro bem e, quando surge algum problema, o pessoal se esforça pra me ajudar. Em relação ao futebol não tenho nada de ruim pra falar. Muito pelo contrário, só elogios. O Bayer Leverkusen é um clube com uma estrutura fantástica e nos fornece tudo de primeira linha. A liga é sensacional, muito bem organizada e equilibrada, tanto é que, no ano passado, a diferença do sexto para o terceiro colocado foi de apenas dois pontos. Além disso, os estádios estão sempre lotados, os gramados estão sempre em perfeito estado e o torcedor é fanático", frisou.

Nesta janela, o Leverkusen trouxe o jovem brasileiro Paulinho. O meia formado no Vasco da Gama chegou ao clube como um dos reforços mais aguardados pelo potencial demonstrado no time carioca. Titular absoluto, Wendell acredita que a chegada de jogadores como Paulinho pode aumentar o interesse dos brasileiros pelo campeonato alemão.

"Fiquei feliz com a chegada do Paulinho porque é um garoto com muita qualidade e que já estava sendo bastante conhecido no Brasil. Isso pode fazer com que os brasileiros comecem a assistir um pouco mais a Bundesliga e vejam como a competição é interessante", destacou.

Em meio ao processo de renovação desencadeado por Tite pensando na Copa do Mundo de 2022, no Qatar, o lateral brasileiro afirmou que não deixa de sonhar em vestir a camisa da Seleção Brasileira novamente. Em 2016, Wendell foi convocado pelo treinador para os jogos contra Bolívia e Venezuela pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 2018.

"Com certeza, um dos principais objetivos da minha careira é voltar para a Seleção Brasileira. Sei que a concorrência é muito forte e que nós temos vários ótimos laterais, mas seguirei trabalhando com muita dedicação para entrar no radar da comissão técnica do Tite. Sei que eles estão observando todo mundo e darão oportunidades pra quem estiver bem em seu clube", finalizou.

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