Topo

Às vésperas de eleição no Uruguai, São Paulo crê na palavra de Aguirre

24/07/2018 08h00

Na próxima terça-feira, daqui a exatamente uma semana, a Associação Uruguaia de Futebol elegerá um novo presidente e, com a definição do mandatário, devem se iniciar as movimentações para a contratação de um novo técnico para a seleção. Diego Aguirre é um dos principais favoritos, mas o São Paulo assegura que não tem nenhum temor em perder o treinador.

A possibilidade de ser chamado para comandar o time do seu país sempre existiu para Aguirre, e o assunto foi tratado logo na discussão de sua contratação, em março. O técnico deu sua palavra como garantia de que cumprirá seu contrato com o clube, até dezembro, e a confiança segue a mesma de que ele continuará no cargo.

O treinador mantém um contato muito próximo dos dirigentes, principalmente do diretor executivo Raí, do gerente de futebol Ricardo Rocha e do superintendente de relações institucionais Diego Lugano. Em conversa recente, inclusive, ressaltou que só não terminará a temporada à frente do Tricolor caso a própria diretoria opte por demiti-lo por falta de resultados.

Aguirre quer comandar a sua seleção e, caso chegue o convite para substituir Óscar Tabárez, não gostaria de recusar. O que pode ocorrer é um acordo para que ele permaneça no São Paulo e assume uma função exclusiva no Uruguai somente no ano que vem, quando terá Copa América no Brasil. Até por isso, o Tricolor, por outro lado, acha difícil ter o técnico no clube em 2019.

A definição do novo presidente da Associação Uruguaia de Futebol, contudo, tem um peso importante nesse cenário. Lugano é considerado como ponto fundamental para esse acordo de espera da seleção por Aguirre, e tudo ficará mais simples caso seja eleito um mandatário com quem o ex-zagueiro e capitão da Celeste tenha um bom relacionamento.

De qualquer forma, a seleção mal é tratada como assunto por Aguirre neste momento. A amigos, o técnico tem mostrado entusiasmo com o São Paulo. A possibilidade de ser campeão brasileiro existe, o que anima o treinador e, por isso, a sensação é de que o Uruguai pode esperar.