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Com histórico de expulsões, Aguirre vê Paquetá pedir 'controle emocional'

22/07/2018 15h47

Reforço mais badalado para 2018, Aguirre demorou a estrear desde o seu anúncio, muito por conta de uma delicada cirurgia no joelho no fim do ano, o que só aumentou a ansiedade do torcedor do Botafogo. A estreia do uruguaio se deu contra o Fluminense e, desde então, em nove jogos, nada de gols.

Além de não ter conseguido ir às redes, Aguirre não tem tido bom rendimento e o pior: já foi expulso duas vezes neste Campeonato Brasileiro, cujo indigesto quesito lidera na competição, ao lado de Cuéllar, do Flamengo. Por conta do início frustrante do atacante de 23 anos, Marcos Paquetá foi questionado a respeito do destempero do atleta, sobretudo.

- Aguirre é agressivo por natureza. Joga um futebol de força, de trombada e luta. Talvez aqui não estejamos acostumados com isso. O campeonato na Itália é pesado. Esse tipo de falta não é nem para falta ou para amarelo lá e aqui foi vermelho. Ele tem que ter um controle emocional maior, até porque há uma cobrança muito grande com Fair Play em relação ao respeito dos atletas uns com os outros e nas entradas. Temos que controlar essa ansiedade. É mais para cima do que para baixo. Ele tem que encontrar o meio termo para continuar com garra e não ocorrer lances como o de hoje (sábado) - falou.

Paquetá se referiu ao período em que Aguirre este no Calcio. Na Itália, atuou no Empoli, Perugia e Udinese. Este último, aliás, é o clube no qual é vinculado - está emprestado ao Glorioso até junho de 2019. O fato é que o gringo tem um histórico de expulsões que o persegue em sua curta trajetória no futebol.

Ao todo, o jovem Aguirre já soma oito expulsões. Só pelo Liverpool Montevideo, clube do Uruguai que o revelou, foram quatro expulsões (duas em 2012 e duas em 2013). As outras ocorreram no Lugano (Suíça), pelo Nacional, que se deu no ano passado, em duelo pela Libertadores justamente contra o Botafogo, e as duas últimas pelo Alvinegro. Também costuma levar diversos amarelos.

Os números que a torcida gostaria de assimilar ao atacante, sem dúvida, são os de gols dele pelo Nacional - 14 em 33 partidas em 2017. Aguirre ainda está muito distante do que pode apresentar, como chutes fortes, arrancadas e imposição física. Agora, terá que esperar o confronto diante do Internacional, no próximo domingo, no Beira-Rio, em duelo pela 16ª rodada do Brasileiro, para se redimir com os botafoguenses. Já passou da hora de mostrar serviço.

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