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Santos repete erros no meio-campo e torce para que Bryan seja a solução

20/07/2018 06h00

O torcedor santista que estava com saudades de ver seu time em campo, certamente se decepcionou no empate com o Palmeiras, no Pacaembu: os problemas do primeiro semestre continuam os mesmos. Sobram erros, falta criatividade no meio. Contra o rival alviverde, Jair Ventura optou por tentar ganhar os lados do campo. Sem reforços à disposição, o treinador praticamente abdicou do setor central. Quando pronto, Bryan Ruiz carregará o peso de ser tratado como solução dos problemas.

O costarriquenho está de férias na Costa Rica. A intenção do Santos é que o jogador só vá a campo depois de estar completamente recuperado do desgaste de ter disputado a Copa do Mundo. Afinal, Bryan carregará a responsabilidade de arrumar o setor mais desorganizado da equipe. Contra o Palmeiras, em determinados momentos o meio-campo santista inexistiu, com problemas na transição e, principalmente, na recomposição.

Alison, substituído depois de extenuado, mais uma vez se desdobrou para marcar e tentar ajudar o time na saída de bola. O camisa 5 é um dos poucos a se destacar no setor. Quando estiver à disposição, a tendência é que Bryan seja titular absoluto da equipe. Por isso, precisa estar preparado.

- Eu fico à vontade de falar sobre reforços hoje, porque o grupo entende que precisamos de reforços. Quando você ganha, fica um pouco mais fácil falar. Não é porque elenco não tem qualidade. Mas temos que vencer enquanto eles não chegam. Buscar o topo da tabela. Bryan tem o último passe, uma bola parada boa. Curte férias justas. Vai voltar recuperado. Desgaste mental é grande durante uma Copa do Mundo. Em breve se apresenta.

A estratégia contra o Palmeiras poderia ter dado certo: com Diego Pituca suspenso, Jair usou o que considera ter de melhor à disposição e colocou quatro atacantes para tentar ganhar espaços onde o rival poderia errar mais facilmente, as alas. O problema é que os contra-ataques do Alviverde levaram perigo e mostraram um Peixe extremamente lento na recomposição.

É certo que Bryan pode dar ao Santos mais qualidade no setor de meio-campo e, talvez, fazer com que o desempenho da equipe melhore consideravelmente. O problema é que sozinho o novo meia não resolverá a desorganização coletiva e a falta de aproximação entre os setores.

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