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Palmeiras esbarra mais uma vez em marcação forte no Allianz Parque

30/04/2018 07h00

Sim, o Palmeiras foi prejudicado ao ter um gol legal anulado incorretamente pela arbitragem. Mas o que se viu do Verdão durante mais de 90 minutos até o lance de Antônio Carlos foi um problema que não é inédito. Mais uma vez, o time de Roger Machado teve dificuldades para vencer uma forte marcação no Allianz Parque.

Apesar da boa avaliação do treinador, não considero essa uma boa atuação. O Palmeiras pode apresentar mais, justamente diante destes ferrolhos. Para Roger, a postura no início do jogo de domingo foi semelhante à apresentada na Bombonera. A diferença: o Boca jogou e deu espaços; a Chape, não. E aí se mostra a principal dificuldade alviverde.

Fora de casa, quando em geral tem campo para jogar, o Verdão é o time de Série A com melhor aproveitamento, mais de 80% dos pontos. Como mandante, quando precisa encarar times mais fechados, tem o sexto pior aproveitamento da elite e sofreu três derrotas, todas para times que anularam o Verdão - São Caetano, Santos (especialmente no segundo tempo da semi do Paulista) e Corinthians (na final).

Para vencer a barreira armada por Gilson Kleina, o Palmeiras começou bem, fazendo inversões de jogo, usando a velocidade de Dudu e Keno para lances individuais, ou jogadas construídas pelos lados do campo. Apesar da aplicação alviverde em realizar lances assim, a defesa com cinco jogadores armada pelo rival levava a melhor. Nas melhores oportunidades, Dudu parou em Jandrei, e Borja, que não foi bem, perdeu ótima chance, quase na pequena área.

Passado um tempo sem gols, depois do intervalo o Palmeiras encurralou ainda mais a Chape. Quando Felipe Melo se machucou, logo no início do segundo tempo, em vez de colocar mais um jogador para colaborar na criação, Roger chamou Thiago Santos. O camisa 5 não jogou mal, mas acho que Hyoran, ou até Tchê Tchê, dariam mais força ofensiva, já que a equipe catarinense abdicou do ataque.

Depois de tentar construir melhor as jogadas no primeiro tempo, sem sucesso, o Verdão partiu para o abafa no segundo, especialmente nos minutos finais, cruzando bolas na área. Assim até fez seu gol mal anulado, mas as chances saíram com dificuldades, ainda mais para um time que teve 70% de posse de bola.

Quando Roger diz que o jogo foi "pressão o tempo" do Palmeiras, ele está correto. O problema é que esta pressão custou a gerar resultado. Depois de um primeiro tempo melhor, a segunda etapa do Verdão foi ruim, com o time mais lento e cometendo mais erros individuais na frente. Atrás, Weverton apenas assistia à partida.

Deyverson e Willian entraram para dar mais força ofensiva e até conseguiram. Os minutos finais foram de bate e rebate dentro da área da Chapecoense; gol, só aos 49 minutos, no último lance, após mais um cruzamento na área, de Dudu. O lance acabou invalidado para a revolta dos atletas.

O Palmeiras será visitante nos próximos quatro jogos: Alianza Lima (PER), pela Libertadores, Atlético-PR, no Brasileiro, América-MG, pela Copa do Brasil, e o Dérbi contra o Corinthians, pelo Brasileiro de novo. Serão 15 dias até a próxima partida em casa: dia 16/5, contra o Junior Barranquilla (COL), pela Libertadores.

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