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Carille ouve coro por Pedrinho até na Bahia, mas não cede à pressão

Nas últimas quatro partidas, o atacante só entrou nas duas do Brasileiro contra Fluminense e Paraná  - Daniel Vorley/AGIF
Nas últimas quatro partidas, o atacante só entrou nas duas do Brasileiro contra Fluminense e Paraná Imagem: Daniel Vorley/AGIF

27/04/2018 06h15

O clamor de parte da torcida do Corinthians pela entrada do jovem Pedrinho, de 20 anos, no time vai muito além da Arena Corinthians. Na última quarta-feira, em Salvador, na Bahia, o técnico Fábio Carille ouviu pedidos para colocá-lo durante a partida contra o Vitória, válida pelas oitavas de final da Copa do Brasil. No entanto, apesar de ter um plano para utilizar mais o atacante a partir de agora, Carille segue sem ceder à pressão e tratou a questão com naturalidade, deixando claro que só escalará o garoto quando julgar necessário.

"Eles (torcedores) me pedem sempre o Pedrinho, não sei se você (repórter) acompanha lá em São Paulo. Para mim estava um jogo pesado para ele, tenho esse cuidado. Jogo que foi de muita transição, preferi jogadores mais cascudos", analisou Carille, após o empate por 0 a 0 no Barradão.

Pedrinho é, de longe, o jogador que mais gera expectativas na torcida do Corinthians. Formado na base, tem talento considerado acima da média e entrou bem em jogos do mata-mata do Campeonato Paulista deste ano. Tem inclusive um plano da comissão técnica para utilizá-lo com mais frequência a partir de agora, mas isso ainda não tem se confirmado em campo.

Nas últimas quatro partidas, o atacante só entrou nas duas do Brasileiro contra Fluminense e Paraná e atuou pouco. Foram 14 minutos contra o Flu na vitória por 2 a 1 na Arena e 4 minutos contra o Paraná na goleada de 4 a 0 na Vila Capanema, somando 16 minutos. Contra o Independiente (ARG), pela Libertadores em Buenos Aires, nem sequer foi relacionado. Contra o Vitória, foi mas não entrou.

Um dos fatores que fazem a comissão técnica ter cuidado com Pedrinho é a questão física, embora os envolvidos agora digam que essa questão está superada. O jogador tinha dificuldade para se alimentar e não conseguia ganhar massa, tendo até um quadro de anemia. Fez trabalho especial, melhorou e hoje reúne boas condições, na visão do próprio e da comissão.

Parece questão de tempo para o atacante ter mais chances. Enquanto isso, Carille seguirá ouvindo o coro para colocá-lo, seja na Arena ou na Bahia.

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