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Um mês de gestão Campello: o início da era pós-Eurico Miranda no Vasco

23/02/2018 08h00

Há um mês, Alexandre Campello tinha o primeiro dia de trabalho como presidente do Vasco. Após posse na noite de 22 de janeiro, o dia 23 foi de trabalho em São Januário, acompanhando de perto o treino em São Januário. Nesta sexta-feira, o mandatário completa um mês de trabalho, o primeiro na era pós-Eurico Miranda do clube. Muitos assuntos foram abordados, tanto positivos quanto negativos. E o LANCE!, nesta reportagem especial, relembra os principais atos dos primeiros dias de gestão de Campello. Confira abaixo!

Volta da democracia

A primeira atitude tomada pelo presidente Alexandre Campello ao assumir o Vasco há um mês foi a volta da democracia ao clube. Na gestão anterior de Eurico Miranda, todos os aspectos cruz-maltinos eram fechados - tanto para jornalistas quanto para torcedores. No caso da imprensa, por exemplo, não existia liberação para os treinos serem acompanhados, além dos casos de censura sofrida por veículos de comunicação, como este LANCE! na última semana de comando de Eurico Miranda. Com Alexandre Campello, os jornalistas têm acesso aos treinos, sem nenhum tipo de censura contra veículos de imprensa. Inclusive, nesta nova era em São Januário, os profissionais que cobrem o dia a dia do Vasco podem assistir as atividades da área social.

"Pendências" da era Eurico

Neste primeiro mês de Alexandre Campello como presidente do Vasco há pendências da era Eurico Miranda que o novo mandatário precisa resolver. A principal para o clube é relacionada ao patrocínio master. Assinado ainda na gestão Eurico, o contrato com a Lasa Indústrias Farmacêuticas deve ser rescindido. A empresa está em atraso no pagamento da primeira parcela do acordo - montante de R$ 10 milhões de um total de R$ 18 milhões que deveria ter sido efetuado antes do Carnaval -, e caso não efetue a regularização deste débito até o fim do mês, a rescisão deve ser confirmada. Além do caso do patrocínio master, há a pendência judicial relacionada ao HD do clube, que corre na Justiça e será levado a votação entre os desembargadores do órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro para definição se será periciado ou não.

Campo e bola

O primeiro mês de gestão de Alexandre Campello no Vasco em relação a campo e bola foi bastante movimentado. O clube foi eliminado da Taça Guanabara, primeiro turno do Campeonato Carioca, sem chegar às semifinais. Na Conmebol Libertadores, se classificou à fase de grupos - está no 5 ao lado de Cruzeiro, Racing (ARG) e Universidad de Chile -, após o goleiro Martin Silva defender três pênaltis do Jorge Wilstermann na altitude de 2.810 metros de Sucre, na Bolívia. No mercado da bola, duas rescisões importantes no elenco, de nomes que eram considerados ídolos pela torcida: Nenê e Luis Fabiano. Aconteceram as contratações de Giovanni Augusto e Werley. Alexandre Campello também fechou um contrato de aluguel de três anos do CT Vargem Grande, que tinha começado a ser usado na pré-temporada nos dias finais do mandato de Eurico Miranda, para seguir com o Cruz-Maltino utilizando.

Torcedores e ídolos próximos novamente

A saída da chapa de Julio Brant para concorrer de maneira solo na eleição do Vasco já entre os conselheiros, com o apoio dos votos dos partidários de Eurico Miranda, fez com que Alexandre Campello começasse a sua gestão com uma imagem arranhada junto aos torcedores do Vasco. Após este primeiro mês, entretanto, o mandatário vem conseguindo se aproximar da torcida, que está observando as qualidades neste primeiro mês de gestão. Mais de dez mil torcedores, por exemplo, foram desbloqueados nas redes sociais, São Januário foi aberto para visitação da torcida durante o Carnaval e nos jogos no estádio, ídolos do clube estão sendo resgatados, convidados para assistirem as partidas da então sala da presidência, transformada em camarote vip, como Dinamite, Carlos Germano e Odvan. Na gestão anterior, ídolos do Vasco praticamente não eram valorizados e a torcida tinha pouco acesso ao clube.

Mudança do estatuto e sócio geral

Na gestão anterior de Eurico Miranda a categoria sócio geral foi extinta. Esta categoria, de menor valor de aquisição, dava direito a voto na eleição do Vasco. Agora, o presidente Alexandre Campello enviou para o Conselho Deliberativo a ideia de reabertura deste tipo de plano. Na questão do estatuto, uma mudança era considerada fora de cogitação durante a era Eurico como presidente, principalmente no que diz respeito ao pleito deixar de ser indireto e passar a ser direito (acabando com o voto final dos conselheiros na escolha do novo presidente). Campello enviou para o Deliberativo a proposta de mudança do estatuto - uma reunião extraordinária foi convocada para segunda-feira, na sede náutica do Cruz-Maltino, onde será debatido assunto e uma comissão de reforma do estatuto será criada.

Financeiramente...

No lado financeiro, Alexandre Campello assumiu o Vasco com três folhas de jogadores e funcionários atrasadas ainda da gestão Eurico Miranda. Um empréstimo com o empresário Carlos Leite foi solicitado pelo dirigente, o que possibilitou o pagamento das folhas de novembro de 2017 e janeiro de 2018. Os débitos salariais da gestão anterior foram equacionados e renegociados pelo clube. Além disso, o atual presidente cruz-maltino está em negociação com a Tim para renovação do patrocínio dentro dos números do uniforme. O contrato assinado na gestão passada rendia ao Vasco o montante de R$ 1,5 milhão. Agora, as conversas caminham para uma renovação com aumento no valor de mais de 100%, se aproximando dos R$ 4 milhões. A ida do Vasco para a fase de grupos da Libertadores irá ajudar na questão financeira do clube, além do dinheiro do mecanismo de solidariedade da Fifa pela ida de Philippe Coutinho ao Barcelona, da Espanha, que deve cair na conta até o fim do mês.

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