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Escalação da paz: Carille dita tendência adotada por rivais, mas precisa ressurgir no Dérbi

23/02/2018 06h00

Após um primeiro ano como técnico efetivo praticamente perfeito, com os títulos paulista e brasileiro, Fábio Carille iniciou 2018 ditando tendência. Ele passou a visitar o vestiário adversário antes dos jogos para entregar pessoalmente a escalação de sua equipe, algo elogiado e adotado por Dorival Júnior, do São Paulo, e que também agradou a Jair Ventura, do Santos.

Neste sábado, Carille repetirá o gesto antes do clássico contra o Palmeiras, na Arena Corinthians, pela nona rodada do Paulistão. A "cortesia" do técnico alvinegro no Dérbi vai até o apito inicial, porque depois ele sabe que precisa vencer para afastar qualquer tipo de pressão no Timão.

Sem vencer há três jogos, com duas derrotas e um empate, o Corinthians viu a vantagem na liderança do Grupo A cair para dois pontos para o Ituano. Além disso, já tem sete pontos atrás do Palmeiras, líder geral, e um do Santos, segundo geral.

No Dérbi, considerado a chance de o Corinthians mudar o chip, como foi em 2017, Carille precisa ressurgir. O treinador iniciou o ano com o esquema 4-1-4-1, mas já voltou ao 4-2-3-1 no último jogo. Ele ainda espera ter o elenco fechado para ajustar sua equipe.

Algo que com certeza não mudará, mesmo sendo Dérbi, será a cordialidade de Carille com o técnico Roger Machado, do rival. O comandante corintiano busca desde o ano passado uma maior união entre os treinadores.

"Apesar de toda e qualquer rivalidade, é muito importante que possamos respeitar uns aos outros e mostrar um grande exemplo", escreveu Carille, em seu Instagram, quando foi elogiado por Dorival Júnior após o clássico entre as duas equipes.

Cordial e querendo afastar qualquer tipo de pressão, Carille sabe que terá pela frente o maior desafio até agora de 2018. Afinal, como canta a Fiel, o Dérbi é "o jogo da vida".

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