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Santos repete feito que derrubou interino em 2015 e lida com crise

17/11/2017 06h00

Perder dois jogos seguidos era algo raro para o Santos em 2017, já que só havia acontecido uma vez na temporada. Já a terceira derrota consecutiva acende o alerta de crise na Vila Belmiro. O Peixe não perdia três partidas em sequência desde julho de 2015. E na época, a série de resultados negativos teve reflexos diretos no time.

Foi após perder para Internacional, Fluminense, Grêmio e Goiás que Modesto Roma Júnior decidiu interromper o trabalho de Marcelo Fernandes, que foi de auxiliar a treinador, para contratar Dorival Júnior. Após a chegada dele, o Peixe arrancou no Brasileirão, deixou a zona de rebaixamento e chegou à final da Copa do Brasil daquele ano.

Na temporada atual, a sequência de maus resultados vai de encontro com fatores extracampo. Após a eliminação nas quartas de final da Libertadores, a equipe começou a oscilar. O então técnico Levir Culpi balançou no cargo e foi demitido por, além de não obter resultados satisfatórios, dava poucos treinos na visão da diretoria.

Em seguida, o lateral-esquerdo Zeca, revelado na base do clube, passou a ser um dos jogadores mais cobrados pela torcida e, após ser ameaçado no aeroporto, alegou falta de pagamentos de FGTS e de segurança e entrou na Justiça contra o clube.

Lucas Lima passou a ser o foco dos protestos posteriormente. No mesmo momento em que caiu de rendimento, o Palmeiras, um dos maiores rivais do Santos, se interessou em contratar o camisa 10, que tem contrato com o Peixe até o fim da temporada e não deve ficar no clube.

A situação com o meia se agravou assim que Elano substituiu Levir Culpi. O ídolo santista bate de frente com o armador da equipe e passou a cobrá-lo publicamente após a derrota para o Vasco.

Na véspera da derrota para o Bahia, o presidente Modesto Roma Júnior foi cobrado por torcedores em Salvador que exigiram a saída de Lucas Lima e disse que vai mantê-lo até o fim do ano.

Ainda fora das quatro linhas, os bastidores do clube ficaram ainda mais agitados no período eleitoral. Modesto Roma, que é candidato à reeleição, tem três adversários declarados e nenhum dos postulantes à presidência pode dar início ao planejamento para o próximo ano.

A única contratação feita para 2018 foi a do lateral-esquerdo Romário, do Ceará. Para comprar ou vender direitos a três meses antes da eleição, que acontece no dia 9 de dezembro, o Comitê de Gestão precisa pedir autorização ao Conselho Fiscal e Deliberativo. A transação de Romarinho não precisou seguir tais procedimentos pois não envolve transação de compra, pois foi feito um pré-contrato com o atleta que encerra seu vínculo com o atual clube em dezembro.

Em meio a indefinições, o Santos busca retomar o caminho das vitórias, mas cada vez mais acha dúvidas.

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