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Maratona de Cássio para ver hepta teve medo de atraso e bagagem mínima. Mas ele chegou antes...

16/11/2017 17h44

Um dos símbolos da era mais vitoriosa da história do Corinthians, o goleiro Cássio foi um dos jogadores mais exaltados pela Fiel no jogo que confirmou o heptacampeonato brasileiro contra o Fluminense na última quarta-feira, na Arena. Mas ele temeu por não estar ali, justamente no momento mais importante da temporada, a cereja do bolo. A preocupação era tamanha que, antes de deixar Londres, onde estava com a Seleção Brasileira, ele recorreu a Deus para não ter problemas na viagem. Deu certo. Tão certo que ele chegou antes do que previra. Não havia nenhum companheiro na Arena no momento.

- Eu me ajoelhei mesmo no hotel, que eu sempre oro... E pedi nas minhas orações, preces, para dar tudo certo e deu. Cheguei até antes da equipe no vestiário. E para mim foi muito legal, poder estar contribuindo, com uma palavra, ajuda... Ali com o Caíque (França, goleiro que o substituiu). Sabia que seria bem difícil poder jogar, pelo cansaço, a viagem, mas foi muito legal que deu tudo certo e que não deu atraso. O pessoal da Seleção ainda ficou me assustando, porque a empresa que eu vinha tinha costume de atrasar, mas deu tudo certo, foi um bom voo - contou Cássio, em entrevista ao LANCE!, no dia seguinte à confirmação do título com vitória por 3 a 1 sobre o Fluminense.

Diferentemente do mês passado, quando a Seleção enfrentou o Chile em São Paulo e Cássio pôde estar em campo pelo Corinthians pouco depois na Arena, desta vez a viagem foi mais longa. O goleiro deixou Londres, onde ficou no banco no amistoso contra a Inglaterra, na madrugada de terça para quarta, horário de Brasília, e desembarcou no Aeroporto Internacional de Guarulhos por volta das 18h45 de quarta, poucas horas antes do jogo. Portanto, não havia espaço para atrasos e isso levou o goleiro a tomar certos cuidados.

- Se desse atraso de meia hora, uma hora, até sair do avião, ia dar ruim. Então não despachei nada, levei tudo na parte de cima. Já tinha duas pessoas me esperando no aeroporto, seguranças, prontamente para me levar direto para a Arena - relatou Cássio.

A longa viagem desgastou o goleiro, que admitiu: não tinha condições físicas de jogar a partida.

- O voo foi confortável, consegui dormir um pouco, mas é que eu cheguei do jogo da Seleção, passamos no hotel por volta de 3h, nosso voo era mais ou menos umas 6h para Lisboa, e não dormi. Chegou na segunda parte eu acabei dormindo um pouco. Dormi, estava um pouco ansioso por causa do jogo, mas no final deu tudo certo. Ontem eu já estava meio grogue, talvez pelo fuso-horário, zonzo, meio perdido, mas hoje está bem melhor - disse.

Cássio ficou no banco de reservas e já no aquecimento pôde sentir o calor da Fiel. A torcida começou a gritar seu nome antes do jogo, e ele retribuiu com acenos.

- É legal, eu estava com saudade para falar a verdade, a gente está distante da torcida, mas naquele momento ali eles sempre estão apoiando, foi bem bacana, não só agora. A intimidade com a torcida é muito legal, a gente fica muito satisfeito, porque isso nos ajuda muito a ser melhor, porque a torcida do Corinthians faz coisas inexplicáveis - exaltou o goleiro.

Com o seu segundo Campeonato Brasileiro, Cássio chegou a sete títulos pelo Corinthians. É o goleiro mais vitorioso da história do clube. Também venceu dois Paulistas, uma Libertadores, um Mundial e uma Recopa Sul-Americana desde 2012. Tem conversas adiantadas para estender seu contrato até dezembro de 2021. Ainda haverá muito Cássio no Corinthians e a jornada Londres-Itaquera provou: vale tudo para participar da festa.

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