Torcedores com camisas de clubes voltam a ser barrados em jogo da Seleção feminina

Em mais um jogo amistoso, disputado na manhã deste domingo, a Seleção Brasileira enfrenta o Japão, no Morumbi. Assim como ocorreu recentemente na Neo Química Arena, torcedores com camisas de clube voltaram a ser barrados no estádio.

"Quando cheguei ao estádio, informaram que eu não conseguiria entrar com a camiseta do São Paulo", disse o jornalista Gregory Prudenciano. "Tive que atravessar uma avenida impossível de atravessar, em um bairro ruim de andar, e paguei R$ 40 para deixar no guarda volumes. O problema é que isso não foi comunicado", completou.

Na última quinta-feira, também contra o Japão, o policiamento vetou torcedores com uniformes de times em Itaquera - um menino de três anos, vestido com camisa e calção do time alvinegro, precisou entrar de cueca na Neo Química Arena. Outros usaram camisetas e shorts de clubes virados do avesso.

Em contato com a reportagem da Gazeta Esportiva, um policial militar que atuava no Morumbi citou o Estatuto do Torcedor e alegou que a medida de barrar pessoas com camisas de clube é realizada com o intuito de evitar a violência durante o jogo da Seleção.

Na última quinta-feira, dia em que o mesmo expediente foi empregado na Neo Química Arena, a reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da CBF. Em seu comunicado, a entidade presidida por Ednaldo Rodrigues garantiu que não é a responsável pela medida.

"A decisão de proibir a entrada de torcedores com camisa de clubes não partiu da Confederação Brasileira de Futebol. Inclusive, a CBF defende a manifestação do torcedor com o uso da camisa de seu time. A própria imprensa é testemunha que em todos os jogos de seleções brasileiras os torcedores usam a camisa do seu time", diz a nota.

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