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Abílio Diniz nega chance de mecenato no São Paulo: "Não ponho dinheiro de jeito nenhum"

redacao@gazetaesportiva.com (Redação)

24/09/2021 12h21

O sonho de muitos são-paulinos é contar com a sorte de um empresário bem-sucedido decidir investir no clube como tem sido com Atlético-MG e Palmeiras. Abílio Diniz, por ser um torcedor ilustre e um dos homens de negócio mais renomados do país, era apontado como o principal candidato a "mecenas tricolor" e ajudar a trazer o clube de volta à primeira prateleira do futebol brasileiro, mas, quem ainda tinha essa esperança, é melhor esquecer a ideia.

"Eu tenho um envolvimento com o São Paulo, ajudei a eleger o Julio Casares, que é o presidente atual. O coitado pegou covid depois de tomar as duas vacinas, ficou mal, agora está voltando. Eu não ponho em dinheiro no São Paulo de jeito nenhum. Por quê? Primeiro porque eu estaria comprando um lugar no São Paulo, não faço isso de jeito nenhum. Segundo: porque eu quero um São Paulo profissional, o São Paulo tem que ser uma empresa", disse Abílio Diniz em entrevista ao Flow podcast.

Abílio Diniz é uma das 20 pessoas mais ricas do Brasil

Abílio Diniz é fundador do Grupo Pão de Açúcar e atualmente é membro do Conselho de Administração do Carrefour Brasil, após a Península Participações, empresa de investimentos de sua família, adquirir participação acionária na empresa. Aos 84 anos, sua fortuna é avaliada em R$ 15,6 bilhões. De acordo com o ranking da revista Forbes, ele é a 17ª pessoa mais rica do país.

"O São Paulo foi durante muitos anos muito bem tocado. Com o Juvenal Juvêncio, o São Paulo tinha dinheiro para tudo. Contratava, vendia jogador, fazia tudo. Por que, de repente, descambou desse jeito? O São Paulo tem que voltar a ser profissional. Eu defendo muito o profissionalismo nas coisas, em empresa, no futebol. Agora já temos legislação para fazer clube-empresa. Separa o social, faz o social, direitinho, e faz [o clube de futebol como] uma empresa, como é na Europa. Eu defendo isso. Tem empresário que faz isso [investe dinheiro diretamente], tem no Atlético-MG, no Palmeiras, mas não é o caminho que eu escolhi. Sempre fui da linha de que não gosto de dar o peixe, gosto de dar a vara, o anzol", prosseguiu.

"Eu tenho ajudado muito o São Paulo, ajudei o Julio [Casares] colocando um pouco de grana [em sua campanha] e ponto, acabou minha função. A única coisa que gosto de fazer é escalar o time, e eles não deixam ", concluiu o empresário, em tom bem-humorado.

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