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Casares diz que rescisão com Daniel Alves foi um ato de responsabilidade do São Paulo

Julio Casares, presidente do São Paulo - Rubens Chiri / saopaulofc.net
Julio Casares, presidente do São Paulo Imagem: Rubens Chiri / saopaulofc.net

redacao@gazetaesportiva.com (Redação)

19/09/2021 20h37

Após a vitória do São Paulo sobre o Atlético-GO, o presidente do São Paulo, Julio Casares, comentou sobre a rescisão contratual com Daniel Alves, acertada na última quinta-feira. De acordo com o mandatário, o São Paulo foi responsável por dar um ponto final à trajetória do jogador no clube.

Casares acredita que a gestão anterior à sua fechou um contrato insustentável com Daniel Alves, comprometendo a saúde financeira do clube. O presidente ainda explicou por que as duas partes chegaram a um acordo, destacando que o clube do Morumbi poderia ter que pagar uma quantia ainda maior ao jogador no futuro.

"O Daniel Alves é um grande jogador, um jogador internacional. Veio para o São Paulo com um salário completamente incompatível com a realidade do São Paulo e do futebol brasileiro. Na época, a diretoria anterior dizia que tinha dois projetos de marketing. Um interno e outro que externo, que pudessem subsidiar 60%, talvez 70% do salário. Isso não aconteceu, ficou impraticável essa sequência orçamentária", disse o presidente Julio Casares à Band.

Casares ainda completou:

"Às vezes, o torcedor não entende e diz: 'Poxa, o Daniel precisa de uma liberação do São Paulo para ir até outro clube até o dia 24, por que fazer um acordo?' Porque ele pode conseguir uma liminar na Justiça do Trabalho, vai para outro clube e entra com uma ação. O que nós estamos pagando poderia ser três, quatro vezes mais se ele fosse para a justiça, com juros, honorários advocatícios, multas, correção monetária... O São Paulo foi responsável. Não posso colocar para os meus sucessores uma dívida desse tamanho, nós estamos arcando pensando na instituição".

Casares também lembrou que o São Paulo agiu de maneira semelhante ao rescindir com outros veteranos do elenco como Hernanes, além de não renovar com o lateral espanhol Juanfran.

"O contrato tinha várias modalidades de remuneração, mas a parte de CLT nós mantínhamos em dia e estávamos conversando. Mas o São Paulo fez um movimento que não fez só com o Daniel. O Hernanes, que também tinha um salário muito alto, também teve o contrato amigavelmente rescindido. O Juanfran também. Um jogador com rodagem internacional, tinha um salário incompatível. O São Paulo está fazendo um movimento para tirar de 2021, que foi um ano de muita agonia financeira, para que a gente entre em 2022 de forma saudável", finalizou o presidente.

Ao que tudo indica, o São Paulo aceitou pagar o que deve pelos próximos cinco anos, em prestações iguais, a partir de janeiro de 2022. O clube irá desembolsar mensalmente cerca de R$ 400 mil para pagar Daniel Alves. Ao todo, serão R$ 24 milhões destinados ao jogador.

Caso tivesse de pagar tudo o que o lateral teria direito de receber até o fim do seu contrato, que era válido até dezembro de 2022, o Tricolor ficaria com um rombo de mais de R$ 50 milhões.

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